Rodovia continua sem acesso para a cidade

Quem está na SP-461 e deseja entrar em Votuporanga, deve percorrer quilômetros; Secretaria diz que alças saem em janeiro

O acesso para Votuporanga de quem está na rodovia Péricles Belini (SP-461) continua sendo difícil. A pista recebeu melhorias e foi duplicada, mas acabou se tornando um transtorno para quem utilizá-la e tentar entrar na cidade.

O jornal A Cidade percorreu a rodovia na manhã de ontem para verificar quais as entradas/saídas para o trecho urbano (e vice-versa). Usuários da pista dizem que não têm opção e que o jeito é percorrer quilômetros para conseguir entrar na cidade.

Ida

A reportagem iniciou o trajeto sentido Votuporanga a Cardoso no quilômetro 124, no 5º Distrito Industrial. A entrada e saída é feita tranquilamente pelos moradores, desde que tenham atenção redobrada na pista. O local já teve muitos acidentes registrados e algumas pessoas até perderam suas vidas. Motoristas que passaram pelo local e viram o jornal A Cidade solicitaram providências. “Alguém tem que fazer algo, só temos aqui o acesso”, disse um rapaz. Próximo ao quilômetro 125, quando a rodovia já está duplicada, existe uma entrada clandestina de terra pelos fundos do bairro Paineiras. O acesso entra direto na rua Rio Grande (próximo a escola Clary Brandão Bertoncini).

O ambulante Aninoel Alves Ferreira, 64, utiliza a estrada de terra para fazer vários trajetos. Na manhã de ontem, ele seguiria para a Zona Norte e achava a rodovia o local de melhor acesso. “Falta opção de entradas. Preciso usar a bicicleta porque em qualquer espaço a gente consegue passar. Se estivesse de carro ficaria mais difícil, tem que dar uma volta grande”, falou.

Mais para frente, outra entrada clandestina possibilita sair diretamente na avenida Domingos Pignatari (via onde era localizada a antiga Incubadora de Negócios). Dali em diante, duas opções: seguir para Cardoso ou entrar na rodovia Euclides da Cunha (SP-320), com entrada direto no Hotel Ville Gramadão.

Outra entrada clandestina para a cidade ocorre no quilômetro 128, nos fundos do bairro Parque das Nações. Além de não oferecer segurança ao motorista, o local tem muitos buracos.

No 6º Distrito Industrial, no km 129, não existe rotatória. Quem deseja entrar opta aguardar o movimento de veículos no acostamento, ou se arrisca. Na manhã de ontem, motoristas entraram direto no distrito, observando somente o fluxo de veículos.

Mais para frente, o trevo de Parisi. O acesso está organizado e permite que o motorista siga para a cidade vizinha, ou opte por Votuporanga, entrando no prolongamento da avenida Emílio Arroyo Hernandes. Ela é uma das principais vias da Zona Norte e possibilita chegar até a avenida Brasil e demais vias.

Volta

A volta teve início do trevo de Parisi. Quilômetros à frente, o motorista é informado da opção de seguir para Valentim Gentil e Meridiano entrando à direita na rodovia Euclides da Cunha. Já para Votuporanga é necessário seguir reto, passar por debaixo de um viaduto da SP-320, fazer um contorno e entrar na pista.

O acesso facilitado para entrada e saída na rodovia é pela avenida Augusto Aparecido Arroyo Marchi, no 4º Distrito Industrial. Quem quer seguir para as indústrias pode optar pela avenida. Já para quem quer entrar na cidade, deve atravessar o viaduto que sai diretamente na avenida José Marão Filho.

No quilômetro 125, moradores dos bairros Monte Verde e Residencial Noroeste, para não irem até o trevo da Coacavo, seguem por uma estrada de terra. “É mais fácil. Perder tempo para quê?”, disse um motociclista. A Cidade

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