Responsáveis pelo acidente que degolou jovem podem responder por homicídio

Dois a quatro anos de cadeia é a pena a qual podem ser condenados os culpados pelo acidente que matou o jovem Rafael Goes, 18 anos,  decapitado por um cabo de aço que ligava duas máquinas da Prefeitura de Jales na tarde de segunda-feira, 19.

O Inquérito Policial aberto pelo 2º Distrito Policial tem 30 dias para ser concluído, mas a previsão do delegado Edson Sakashita é que o trabalho demore menos tempo.
A pena está prevista no artigo 302 do Código de Transito Brasileiro, que trata sobre homicídio culposo na direção de veículo automotor. Além da reclusão, o artigo prevê “suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor”.

De acordo com o delegado, o caso é de fácil conclusão e tudo indica que o acidente foi causado pela condução irregular das máquinas da prefeitura, mas será preciso esperar o resultado dos exames da perícia e ouvir as testemunhas.
“São feitos exames periciais iniciais no local e nos veículos envolvidos, inclusive laudo do IML, arrolam-se as testemunhas e, se demonstrado a culpa dos acusados, eles serão indiciados por homicídio culposo na direção de veículo automotor. Tudo indica que o caminho é este”, disse o delegado.
Sakashita embasa sua opinião no fato de o próprio Código de Trânsito Brasileiro proibir reboque de veículos usando-se cabo flexível. “A não ser em caso excepcional, a regra é usar aquela barra fixa chamada popularmente de cambão e ainda assim devidamente sinalizado, via comboio.
Mas parece que não era o que estava sendo feito.

A máquina de trás estava sem condição de tráfego porque a transmissão estava quebrada, então isso caracteriza ausência de urgência e indica imprudência dos motoristas das máquinas”.

O delegado deixou claro quanto ao suposto excesso de velocidade com o qual Rafael estaria conduzindo a motocicleta. Segundo ele, a perícia pode indicar a velocidade aproximada da moto, mas o dado não vai influenciar no resultado do inquérito.
“A culpa de um não diminui ou compensa a culpa do outro. Isso pode refletir na indenização, mas na parte criminal não tem compensação alguma. Pouco importa se ele estava a cem ou a dez quilômetros por hora. O que importa é que as pás carregadeiras estavam sendo transportadas de forma irregular”. A TRIBUNA JALES

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