Resident Evil 6 é uma das maiores apostas do ano

Certamente um dos jogos mais aguardados do evento Captivate 2012, “Resident Evil 6” mostrou que veio com tudo para se consagrar como a maior e melhor série de terror da história. A Capcom reuniu a maior equipe de desenvolvimento até hoje para um game dessa franquia, e trouxe nomes de peso como o produtor-executivo Hiroyuki Kobayashi (Resident Evil, Resident Evil 2, Resident Evil 4), o diretor Eiichiro Sasaki (Resident Evil Outbreak, RE: Outbreak File 2, entre outros) e o produtor Yoshiaki Hirabayashi (Resident Evil 5, RE: Degeneration, entre outros) para garantir que o projeto seja tão grandioso quanto almejam.

O novo trailer exibido para os jornalistas revelou cenas incríveis, com um visual maduro e uma narrativa muito interessante, repleta de reviravoltas. Há monstros saindo de casulos, uma fita misteriosa, Leon e Chris mais velhos e experientes, um mistério que liga diversas histórias em acontecimentos na China e um novo personagem, filho de Albert Wesker, que é pivô de muita discórdia na trama.

De acordo com os desenvolvedores, o principal conceito de “Resident Evil 6” é o “suspense com horror dramático”, buscando ser mais do que um game de “survival horror”. A idéia é dramatizar a ação, a história e todo o roteiro para garantir ainda mais envolvimento emocional com os personagens, culminando em uma experiência de jogo intensa.

UM SUSTO A CADA PASSO

Explorando o medo do jogador e também dos personagens, o intuito de “Resident Evil 6” é assustá-lo, misturando os melhores recursos já utilizados em todos os jogos da série. Neste episódio será possível jogar com três protagonistas: Leon S. Kennedy, Chris Redfield ou Jake Müller (filho de Albert Wesker). É possível iniciar a partida como qualquer um dos três, e as histórias estão diretamente ligadas uma com a outra. Além disso, essa é a primeira vez que Chris e Leon se encontram em “Resident Evil”.

Todas as narrativas tem como principal cenário a China, local de importância vital para a história. Apesar de existirem diversos cenários e cada um dos protagonistas traçar o seu próprio caminho, no final tudo acaba neste populoso país.

A história de Leon começa em Tall Oaks, onde o presidente norte-americano está prestes a anunciar uma política de “tolerância zero” contra o bioterrorismo. Justamente durante essa data importante ocorre um ataque, transformando o presidente e muitos outros membros da comissão em zumbis — e é aí que entra o herói Leon, que tem de matá-lo, mas é enquadrado junto de Helena Harper, uma agente de segurança que por motivos estranhos já sabia algo sobre essa história toda. Juntos, Leon e Helena tem de escapar e investigar os verdadeiros motivos por trás do ataque.

Enquanto o ataque ocorre em Tall Oaks, outro ocorre na China. Entra em cena Chris Redfield, que é enviado com sua equipe para combater o ataque e controlar a situação. Há dois pontos da história que serão explorados: um primeiro com Chris mais jovem, seis meses antes do ataque, e outro seis meses depois, na China, com o agente mais velho, mais maduro e completamente transformado pelo evento que passou. Junto dele está Piers Nivans, um talentoso atirador de elite que estava com Chris durante todo esse tempo e que o ajudou a passar por muitos momentos difíceis.

Por fim temos Jake Müller, filho do odiado Albert Wesker. Sua história ocorre antes dos incidentes em Tall Oaks e na China: Jake é um mercenário que luta em uma guerra civil e que se importa somente com dinheiro, pois ele quer ajudar sua família e sua mãe, que foi abandonada por Wesker. Sua parceira na aventura é Sherry Birkin; ela afirma que Jake é o elemento-chave para acabar com o caos que assola o mundo, mas ele é averso a amizades e no início se recusa a ajudá-la. Apenas com o incentivo certo (dinheiro — afinal, ele é um mercenário), Jake auxilia a preocupada e atenciosa garota que parece ter um interesse especial em ajudar o mundo. Um detalhe importante é que este protagonista tem o mesmo tipo sanguíneo especial de Wesker, ou seja, é imune aos vírus da Umbrella Corporation.

ZUMBIS (MENOS) BURROS

Os clássicos zumbis voltaram! Mas como a temática ganhou um abordagem ainda mais adulta, agora eles estão mais “espertos” e podem atacá-lo com armas, objetos que carregavam enquanto ainda eram humanos, sabem correr, pular, enfim: são uma ameaça e tanto para quem ainda tem sangue passando nas veias.

Há também uma nova e aterrorizante criatura chamada J`Avo (pronuncia-se “JUAVO”), que promete dar muita dor de cabeça para os jogadores. Capaz de se mutar de diversas maneiras, este monstro se recupera rapidamente e cada parte danificada do corpo é regenerada de uma maneira deformada, totalmente bizarra.

Conforme informado pelos desenvolvedores, estes zumbis e monstros são frutos do novo “C-Virus”. Diferente do “G-Virus” e do “T-Virus”, ele é capaz de fazer coisas que os outros não fazem, mudando a dinâmica de jogo com criaturas que parecem ter saído de um pesadelo. Um exemplo disso é o Chrysalid: ao infectar uma pessoa, o C-Virus a transforma em um casulo, de onde sairá uma “surpresa horripilante”.

A vantagem para o jogador é um sistema de controles complemente novo, com enorme liberdade para atirar (inclusive enquanto você anda), se esquivar e usar o cenário de forma estratégica para se salvar. Será possível até mesmo mergulhar de costas no chão, atirando em zumbis que se aproximam lentamente pelo cenário. Mas cuidado – eles agora também podem pular em cima de você… A idéia foi transformar os controles em algo fácil de utilizar, mas mantendo a sensação de horror.

LEON KENNEDY EM AÇÃO

A demonstração “ao vivo” foi impressionante. Em resumo, Leon acabara de matar o presidente-zumbi e, junto de Helena, deve escapar da universidade de Tall Oaks, que está infestada de perigos. De quebra, não há energia elétrica e do lado de fora uma chuva torrencial os impede de fugir.

É interessante notar que os personagens conversam também durante o jogo, e não se limitam a falar apenas nas cenas de transição. Leon e Helena tocam em objetos, trombam em elementos do cenário e agem de forma natural, com um comportamento muito mais humano do que já foi visto na série.

O caminho a ser seguido é indicado por um pequeno ícone de porta, que flutua com a distância em metros. Não há avisos, sinais ou mostradores tradicionais na maioria do tempo, o que auxilia na sensação de que aquilo se trata de uma história, e não apenas um jogo. Apenas na hora dos tiroteios surge um discreto mostrador, indicando a arma empunhada e a contagem de munição.

A trilha sonora é bastante intensa, e agrega emoção às cenas. Diversas escolhas e referências na direção de arte remetem ao remake de “Resident Evil” para GameCube, com gráficos fotorrealistas, iluminação indireta, objetos espalhados pelo cenário e pequenos elementos que atiçam o instinto de investigação do jogador.

Uma das primeiras tarefas de Leon é ajudar um sobrevivente (que obviamente está infectado, pois não para de tossir) a encontrar sua jovem filha, que ficou perdida no prédio. Leon tem novos acessórios (como uma lanterna presa na cabeça) que o ajuda em situações escuras, mas com jogos de sombra que preservam o clima de insegurança e horror. Mesmo ao explorar uma mesma área por diversas vezes, acontecimentos ocorrem para renovar a experiênciam mesmo que isso signifique apenas tomar novos sustos.

Após passar por diversas salas, Leon, Helena e o sobrevivente (vamos chamá-los de Sr. Tosse) encontram a sua filha, que está ferida e mal consegue andar. A trupe entra em um elevador, que com a chuva sofre uma pane elétrica e por momentos fica sem luz. É nessa deixa que a garota se transforma em zumbi, mata seu próprio pai e tenta atacar Leon e Helena, apenas para morrer baleada em seguida. Tanto trabalho para nada…

No fim do percurso do elevador, os heróis chegam a uma garagem. Surpresa! Mais zumbis se espalham pelo cenário, e é necessário usar os novos movimentos de Leon para surpreendê-los. O difícil nessa cena é se concentrar: o clima é muito tenso, os carros da garagem estão em chamas e muitos deles com o alarme tocando, combinação ideal para deixar qualquer um nervoso. Isso, porém, não impediu Leon de remover uma faca do peito de um zumbi, para matá-lo com a mesma faca ao cortar seu pescoço. Um ponto positivo é o funcionamento do inventário: simples, de acionamento rápido e fácil de usar, ele é perfeito para selecionar os itens, “herbs” ou armas que pretende usar, sem quebrar o clima de tensão da cena.

APRIMORAMENTOS E MODOS DE JOGO

Ao final da curta (mas intensa) apresentação, os desenvolvedores revelaram que “Resident Evil 6” terá um modo “The Mercenaries”, assim como ocorreu no quarto capítulo da série. Eles frisam que este mode poderá ser jogado logo no início, mas que eles preferem que os jogadores comecem o game usando os protagonistas, para aproveitar ao máximo a história.

Além disso, fãs do modo cooperativo terão muitas opções de jogo. É possível curtir a história tanto com multiplayer local, dividindo a tela em duas, quanto online. Nesta segunda, a novidade é que não será necessário retornar a um “checkpoint” quando um jogador entrar na partida, como era o caso em “Resident Evil 5”. Além disso, existem comandos especiais para interagir com o seu parceiro de partida, com avisos, gestos, chamadas ou agradecimentos. Finalmente!

Orlando Ortiz / Portal POPO trio de produtores garante que “RE6” será um game memorável

“Resident Evil 6” é um game ambicioso, épico e que possivelmente será um dos melhores de toda a saga. Se o jogo final corresponder à impressão positiva que nos passou, ele facilmente entrará para o seleto grupo de títulos que concorrerão a “melhor do ano”.

Por fim, uma boa notícia: o lançamento do game foi adiantado para 02 de outubro de 2012, tanto para Xbox 360 quanto para PlayStation 3.

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