Região sofre com a linha férrea em áreas urbanas

Os acidentes envolvendo pedestres e carros na linha férrea na área urbana são uma preocupação constante na região noroeste paulista. A ferrovia corta a área urbana de várias cidades causando transtornos e perigo, uma ação do Ministério Público Federal pede que a empresa concessionária tome providências.

A pé, de bicicleta ou de moto, todos têm que atravessar os trilhos que cortam a cidade de Santa Fé do Sul. A passagem também é o caminho de muitas crianças que vão à escola. Algumas desacompanhadas dos pais. Não existe cancela nem sinalização.

Os moradores ignoram um túnel que passa por baixo da linha férrea. O motivo segundo eles é que o local é perigoso e frequentado por usuários de drogas. “Muitas pessoas usam drogas no local e é perigoso, alguns andarilhos também ficam no lugar sentados, eu sozinha não passo por ali”, afirmam moradores da Vila Mariana.

No mês pas
sado, uma mulher que tentava atravessar os trilhos perdeu as duas pernas. A dona de casa Ivonete Venturolli, 43 anos, ainda se recupera do acidente na Santa Casa da cidade. Em Fernandópolis, em julho do ano passado Uma criança se pendurou em um vagão de trem, caiu e foi atropelada. O apito do trem e as placas de alerta não foram suficientes para evitar a tragédia.

 

Acidente em Bálsamo

Segundo a Polícia Militar, quando ouviram a aproximação do trem, um grupo de crianças que brincavam no bairro resolveu pegar carona nos vagões onde uma delas escorregou e foi atingida pela composição do veículo. A vítima, que tinha 10 anos, sofreu graves ferimentos e morreu.

O acidente ocorreu em um ponto da linha férrea que fica ao lado de um bairro da cidade. A entrada para o local é facilitada, já que não há cercas para impedir que pessoas circulem pelo local.

Acidentes em cruzamentos onde existe a linha férrea são comuns na região noroeste paulista. O Estado de São Paulo é o que tem o maior número de cidades cortadas por linhas férreas: ao todo mais de 200. Em Bálsamo, um carro foi arrastado por um trem na área urbana. O motorista disse à polícia que o veículo afogou quando passava pelos trilhos. O dono do carro não se feriu e, no local do acidente, não há cancela, apenas sinalização.

Em Rio Preto, a passagem do trem também causa transtornos para pedestres e motoristas no centro da cidade. Os constantes acidentes levaram a procuradoria federal a mover uma ação contra a empresa que administra a malha ferroviária no interior paulista. O processo que tramita na justiça cobra melhorias no trecho que corta boa parte do estado.

A justiça já concedeu uma liminar ao procurador da República Thiago Lacerda Nobre exigindo melhorias imediatas. A ALL, América Latina Logística, que é a concessionária das ferrovias na região, informou em nota que está cumprindo todas as determinações do Ministério Público. Ainda segundo a ALL é de responsabilidade dos municípios implantar, manter e operar o sistema de sinalização, dispositivos e os equipamentos de controle dos veículos que passam pela linha férrea.

O Ministério dos Transportes afirmou que os trabalhos para retirar os trilhos de cidades como Rio Preto estão em fase de estudos para serem incluídos no PAC, o Programa de Aceleração de Crescimento.

 

 

com agências

 

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