Região de Rio Preto tem média de uma vítima de estupro por dia

Polícia faz estudos para identificar um perfil comum entre suspeitos. Na região de Rio Preto em um mês 41 casos de estupros foram registrados.

Um dos tipos de violência mais brutais contra mulheres e crianças tem apresentado índices cada vez mais preocupantes na região noroeste paulista: o estupro. Só na região de São José do Rio Preto (SP), a média é de mais de uma vítima a cada dia. A polícia faz estudos para tentar identificar um perfil comum entre os abusadores.

As ocorrências mostram que o abuso sexual pode acontecer com qualquer um, em qualquer lugar. Ainda indignado com o que aconteceu, um pai que prefere não se identificar diz que a filha dele de cinco anos foi abusada sexualmente. Divorciado da mulher, ele só descobriu o crime o dia em que foi visitar a menina. “Ela disse ‘pai, posso te contar um segredo?’ Eu falei que pode. E ela disse que o tio da perua está passando a mão nela, que ele colocava ela no colo e passava a mão no corpo e depois dava um pirulito para ela”, diz o pai.

Traumatizada a criança tinha medo de contar tudo para a mãe. O pai ainda aguarda punições já que o caso segue na delegacia. “Ele ameaçou de matar a mãe e passar a faca na perna dela se ela contar para alguém. Eu disse para ela ficar tranquila que isso não iria acontecer”, afirma o pai. O caso ainda está sendo investigado e até agora ninguém foi preso.

Um estudo divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública traz um dado alarmante. A cada dez minutos uma pessoa é estuprada no país. Na região de Rio Preto não é diferente e, segundo dados da polícia, somente em um mês 41 casos de estupro foram registrados. O que preocupa é que as principais vítimas são crianças e adolescentes.

Somente no conselho tutelar da região Norte de Rio Preto foram atendidos, de janeiro até outubro, 74 casos de violência sexual. Segundo a conselheira Marciany Roberto Delmondes, o aumento se deve ao grande número de denúncias. “É preocupante o quadro, principalmente a situação das crianças e adolescentes que vão sofrer um prejuízo psicológico e mental no seu desenvolvimento”, afirma a conselheira.

Na delegacia especializada, dos casos contabilizados a maioria deles acontece na própria família. “Esses delitos acontecem no lar, por parte de pessoas que deveriam protegê-las, como pais, tios, padrastos, vizinhos, essa é a maior população desse delito que agride não só o físico, mas a alma também”, diz a delegada Dálice Ceron. A delegada da mulher disse também que parte do aumento no número dos registros também se deve a uma mudança na lei, que hoje considera a maioria dos casos de abuso como estupro. G1

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