Recém-nascido é encontrado em caixa de papelão em Rio Preto

No domingo em que é comemorado o Dia das Mães, um recém-nascido foi encontrado abandonado em uma caixa de papelão em Rio Preto.

O bebê, um menino, foi encontrado pelo marido da faxineira Adriana Saturnino Pena, 38 anos, às 5h15 deste domingo, 10, na rua Celso Pereira Santos, na Estância San Carlos. “Meu marido tem mania de, diariamente, fazer caminhada às 5h. Hoje ele saiu e, ao virar a esquina, disse que ouviu um barulho parecido com um miado de gato. Ele continuou um pouco e viu uma caixa de papelão, quando olhou dentro, viu um bebê. Ele correu para me acordar. Quando cheguei lá só conseguia chorar”, conta Adriana.

De acordo com a faxineira, o bebê estava deitado em cima de duas tolhas, todo sujo de sangue, com o cordão umbilical e sujo de fezes. “Era uma caixa de bota, ele estava roxinho já, de frio. Tinha feito cocô. Eu peguei um edredon meu, enrolei ele e corri para dentro de casa. Depois, peguei uma fralda da minha neta, de um ano, e limpei ele. Depois, colocamos uma roupinha e enrolamos em uma manta. Em seguida, chamamos a polícia”, afirma a mulher.

Enquanto aguardava a chegada da viatura, a nora de Adriana deu leite para o bebê. “Eu tirei do peito e tentei dar na mamadeira da minha filha, mas ele não conseguia pegar porque o bico era grande, então coloquei em um copinho daqueles de remédio. Ele tomou um copinho inteiro. Estava morrendo de fome”, conta Karla Meirielle Ribeiro da Silva, 23 anos.

O recém-nascido foi encaminhado ao Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto, onde está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a assessoria de imprensa do hospital o bebê apresenta quadro estável, recebeu antibióticos por prevenção e já está sendo alimentado com leite.

Adriana acompanhou o atendimento no hospital e ficou com o bebê até cerca de 10h. “Ele nasceu com 3 quilos, mais ou menos, e uns 49 centímetros. É lindo, grande, bem cabeludo e tem o cabelo bem pretinho”, diz.

O Conselho Tutelar foi acionado pelo hospital para tomar as medidas necessárias, mas nenhuma conselheira foi localizada na manhã deste domingo para comentar o caso. “Eu queria muito ele para mim, mas disseram que teria que entrar na fila. Já estou sofrendo demais por essa separação”, conta Adrianha. O juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, aguarda ser notificado do caso para tomar uma decisão. Maria Stella Calças/Diário da Região

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