Rapaz morre após aplicação de silicone nas nádegas

Um jovem morreu ontem (10) em Votuporanga, em virtude de problemas possivelmente causados pela aplicação de silicone industrial nas nádegas.

Os familiares do rapaz afirmaram que estavam abalados com o falecimento e não quiseram se manifestar sobre o assunto.

A Santa Casa de Votuporanga emitiu uma nota esclarecendo que o paciente deu entrada no hospital na terça-feira (8), de madrugada. Ele foi hospitalizado e efetuou uma bateria de exames, recebeu tratamento mas faleceu na quarta-feira (9),às 10:00 horas da manhã.  A causa da morte está sendo apurada e será apontada pelo IML (Instituto Médico Legal) de São José do Rio Preto.

A suspeita é de que a morte tenha sido provocada por uma embolia pulmonar decorrente da aplicação do silicone. A embolia ocorre quando o material é injetado, cai na corrente sanguínea e vai para o pulmão, impedindo a oxigenação por meio do sangue e levando à óbito, em casos mais extremos.

A utilização do silicone líquido para fins médicos é proibida pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde. Geralmente faz-se uso ilegal do silicone industrial automotivo, que é extremamente barato, e tem como finalidade dar brilho ao painel e rodas dos automóveis.

A utilização do silicone líquido é comum entre travestis, mas está longe de ser infreqüente entre mulheres. Sua injeção é realizada por pessoas conhecidas como “bombadeiras”, que não possuem nenhum conhecimento médico. A aplicação é realizada em ambientes sem as menores condições de higiene e segurança, através de injeções com seringas veterinárias (para eqüinos por exemplo). Os locais freqüentemente injetados são mamas, glúteos, coxas, panturrilhas e face.

 

Além de extremamente dolorosa, a injeção do silicone industrial pode originar reação alérgica, infecção grave, trombose, necrose e embolia pulmonar. Essas complicações podem evoluir para seqüelas graves, dor crônica, deformidades e óbito. Além disso, por ter apresentação líquida, o silicone injetado pode literalmente escorrer para outras partes do corpo.

 

Quando pacientes que apresentam seqüelas e deformidades procuram o auxílio de um cirurgião plástico, geralmente pouca coisa pode ser feita, uma vez que o silicone líquido quando injetado se adere aos tecidos ao redor, sendo necessária a remoção de grandes áreas, o que freqüentemente inviabiliza a sua remoção ou pioraria as deformidades já presentes.

 

 

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