Ranking do Enem coloca escolas particulares de Votuporanga entre as melhores da região

No ranking das 50 escolas da região com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), apenas três são estaduais. As outras 47 são da rede privada. A classificação foi feita pelo Diário a partir das médias que cada escola obteve nas disciplinas avaliadas na prova, sem considerar a redação.

Entram nesse ranking, além de Rio Preto, unidades de ensino das dez maiores cidades da região: Catanduva, Fernandópolis, Votuporanga, Monte Aprazível, Novo Horizonte, Olímpia, Santa Fé do Sul, Jales, José Bonifácio e Mirassol.

O primeiro no ranking foi o Colégio Anglo Santa Rita, de Novo Horizonte com média de 625,4. A média geral da cidade, também de acordo com levantamento do Diário, foi de 574,28, e a do Estado, 544,7. O coordenador da escola, Wilson Manoel da Silva, recebeu a notícia com entusiasmo. “A gente trabalha em ritmo constante o ano todo. É resultado do trabalho duro e preparo dos alunos.”

O Colégio London, de Rio Preto, foi o segundo classificado no ranking regional e o primeiro classificado entre as escolas rio-pretenses. No ano passado, ficou em segundo lugar, atrás do Kelvin. “A classificação é fruto de um trabalho realizado desde que o aluno entra na escola”, apontou o diretor Pedro Acquaroni Neto.

Apenas 23 escolas de Rio Preto tiveram a média divulgada. O MEC considerou, na classificação das médias, as escolas que tiveram mais de 10 alunos participando do Enem, além do mínimo de 50% dos alunos participando de todas as provas do exame. O Colégio Kelvin, por exemplo, que foi o primeiro classificado no exame no ano passado, não entrou na lista deste ano. A diretoria da escola informou, entretanto, que está entrando com recurso junto ao MEC, já que garante ter cumprido os requisitos para a classificação.

Os colégios Intelectus e Coopec vieram em segundo e terceiro lugar no ranking. No ano passado o Intelectus ficou em quinto lugar e o Albert Sabin em 12º lugar. O Intelectus comemorou. “É sinal de que a nossa escola dá o suporte necessário para o aluno”, diz a diretora Emília da Costa Borduchi. Para a diretora pedagógica da Coopec, Moema Saes, o bom resultado é fruto do processo contínuo de preparação. “Nossos alunos se saem bem em vestibulares e outros tipos de seleção porque são preparados para esses desafios durante todo o ensino médio”, afirma.

O suporte ao aluno citado pelas escolas bem ranqueadas parece mesmo ser o diferencial, como atesta Jorge Basilides Basso Eufrosino, 17 anos. Ele diz que não perdeu uma aula preparatória para o Enem. O Colégio London, onde ele cursa o 3º ano do ensino médio, ofereceu das 7h às 20h da quarta-feira aulas especializadas no exame. “Me ajudou muito”, diz Jorge, que almeja cursar Direito em universidade pública. Até o fechamento da reportagem, às 20h30, a Secretaria de Educação do Estado não havia se pronunciado sobre o mau desempenho no exame.

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