Racionamento de água não tem prazo para terminar

O transbordamento da represa de captação do Córrego Marinheiro de Votuporanga – “Luiz Garcia De Haro”, ocorrido na manhã do último sábado (16), continua causando transtorno aos moradores do município.
Em entrevista exclusiva para o Clube Notícias, da Rádio Clube 92, o geólogo e gestor de Meio Ambiente da Saev Ambiental, Gustavo Gallo Vilela, esclareceu o que ocorreu com a represa e afirmou que não há previsão para normalizar o reestabelecimento de água em Votuporanga.
“A represa ainda é o nosso coração, sendo responsável por 40% de todo o abastecimento do município. Domingo houve uma falta de água em grande parte a cidade no período da tarde, agora a represa está parada e o bombeamento não está ocorrendo. Até a última ordem toda a cidade terá restrição de abastecimento das 8h às 11h e das 14h às 17h30”, afirmou.
No sábado, Gallo passou a manhã toda percorrendo as imediações da represa de captação, contabilizando os danos. “A barragem em si está totalmente integra, não houve problema geotécnico ou técnico em nenhum local da barragem em si. O prejuízo foi na casa de bombas, que fica adjacente a represa. A água adentrou o local e nos fez até mesmo interromper o bombeamento, todos os equipamentos foram tirados do local, painéis elétricos, os motores e isso que está em avaliação no momento. Nós sabemos que em um motor não houve problemas, mas os painéis elétricos foram afetados e agora nós estamos correndo atrás para que a gente consiga reestabelecer esse bombeamento.”
O geólogo ainda afirmou à entrevista que, apesar do transtorno e do susto dado aos moradores daquela região, a situação não fugiu do controle da autarquia. “Nós estamos neste momento fazendo uma limpeza geral, tudo esta sendo reestabelecido e, graças a deus, não houve um prejuízo maior. Nosso maior problema foi realmente o abastecimento de água. Não havia muito o que fazer, o volume de chuva foi 3 vezes maior do que o volume normal do mês de janeiro, em dez dias, foram registrados 607 milímetros de chuva. A média histórica para o período é de 260mm.”
A preocupação agora é que novos estragos sejam causados devido as chuvas. “Nós tivemos um episódio de transbordamento há um ano e meio atrás e agora, foram coisas muito próximas que está fazendo a gente reavaliar tudo. Assim que o Oscar Guarizo voltar das suas férias, nós vamos sentar e reavaliar. Nós já temos outros dois poços, um já foi finalizado e vai começar a ser instalado, e o outro está terminando. Esses novos poços nos permitem ter um controle maior da represa, talvez trabalhar com níveis um pouco inferiores. Nós teremos que ter algumas alterações e algumas maiores intervenções na própria represa, para que isso não volte a acontecer.”
Em entrevista ao Diário de Votuporanga, Gallo adiantou que, a exemplo do que ocorreu em março de 2014, será criada uma comissão para apurar os motivos que levaram ao transbordamento (passagem da água sobre o aterro) da represa de captação da Saev. Mariana Biork/Diário de Votuporanga

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