Quadrilha destrói caixa eletrônico em Catanduva

A novela de ataques a caixas eletrônicos na região teve mais um capítulo ontem na cidade de Catanduva (41 km de Rio Preto).

 

Uma quadrilha armada com explosivos destruiu um equipamento do banco Santander que ficava dentro da unidade da empresa Citrosuco, às margens da rodovia Pedro Monteleone.

 

O furto aconteceu por volta da meia noite e durou menos de 15 minutos.

Segundo a polícia, eram quatro bandidos que entraram pelos fundos da cooperativa, cortando uma das grades, sem serem vistos pelos vigias. As câmeras de segurança estavam desligadas. Eles explodiram o caixa e fugiram com o dinheiro. O valor não foi informado.

A ação forçou que dois oficiais do Gate (Grupo de Operações Táticas Especiais), da Polícia Militar em São Paulo, viessem a Catanduva na manhã de ontem para avaliar um dos explosivos deixados pela quadrilha na fuga. Era uma dinamite de aproximadamente 30 centímetros que estava parcialmente intacta. A área foi isolada e os oficiais do Gate detonaram a dinamite. Por volta das 14 horas retornaram para a Capital.

Segundo o tenente da PM de Catanduva, Celso Ricardo Alves de Mendonça, até o final da tarde ainda eram feitas buscas atrás dos acusados na zona rural e municípios vizinhos. A suspeita é que os bandidos são da região.

41 ataques

Nos últimos dois anos a polícia já registrou no Noroeste paulista, principalmente em pequenas cidades, 41 ocorrências de explosão contra caixas eletrônicos. Destes, 19 casos ocorreram em 2013 e a maioria deles durante as madrugadas. Números indicam ainda que as quadrilhas já furtaram cerca de R$ 1,6 milhão.

A polícia prendeu nos últimos anos cerca de 30 bandidos relacionados a esse tipo de crime – onze deles através de mandados judiciais, o restante em flagrante. Já em 29 casos ninguém foi detido e as investigações continuam.

Segundo as autoridades dois fatores contribuem a favor das quadrilhas: a extensa malha rodoviária para fugas na região e as explosões que sempre destroem além dos caixas possíveis vestígios deixados pelos ladrões. A condenação para o crime, mesmo considerado grave, é pequena e varia de dois a oito anos de cadeia.

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