Promotor vai apurar denúncias sobre CDP

Familiares reclamam da alimentação e da falta de remédios

O promotor de Justiça de Paulo de Faria, Marcelo Antonio Francischette da Costa, acatou ontem a denúncia dos familiares dos presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Riolândia. Ele solicitou os atendimentos prestados pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que devem ser enviados para o Ministério Público no prazo de 10 dias. Mães e mulheres reclamam das condições supostamente precárias em que os detentos vivem. Otitular da pasta,EmersonPereira, recebeu o ofício do promotor ontem. “Fiz uma reapresentação ao Ministério Público há três meses para que tivesse ciência dos fatos. Marcelo pediu um levantamento dos atendimentos às famílias que cobram providências, com cópia de reportagens”, disse. Emerson contou ainda que há em torno de 30 denúncias envolvendo o CDP de Riolândia. Para ele, essa atitude do promotor é importante. “Espero que os casos sejam resolvidos, antes que os presos façam rebelião,o que é prejudicial para a Secretaria de Administração Penitenciária, para quem trabalha no local e para os presos”, afirmou Emerson. A mulher de um dos detentos, que não quis se identificar, disse que o marido passa fome. “Eles não têm janta e a comida é pouca. Meu marido emagreceu 20 quilos em dois meses”, contou. Ela disse ainda que os presos não têm água gelada. “Bebem água do chuveiro, da torneira. Ele me mandou uma carta contando as condições de lá”, disse. A jovem chegou a buscar a promotoria para pedir providências. “Mandei um e-mail,em nome de um grupo com mais de 100 famílias de presos no CDP. Recolheram um detento para falar com o promotor e o hom”, afirmou. Outra mulher, que tem o marido e o genro na unidade prisional, acredita que, com a atitude do promotor, as condições vão melhorar. “Espero que algumas regras sejam repensadas, como o horário do banho”, disse. Ela reclamou que tem dificuldade em entrar com remédios para o marido,que sofre de má digestão. “Não deixam entrar medicamento”, afirmou. A Secretaria de Administração Penitenciária informou, em nota, que as denúncias “não procedem”. De acordo com a nota, a alimentação dos detentos é fornecida em conformidade com o decreto 43.339, de 21 de julho de 1998, que normatiza todos os órgãos da administração direta do estado nos quais se serve alimentação. “São servidas três refeições diárias, café da manhã,almoço e jantar nas quantidades previstas na legislação. Em pesagem realizada ontem, a marmita tinha 780 gramas, para consumo individual de cada detento.O CDP recebe visitas periódicas de juízes, promotores e defensores públicos, e nestas ocasiões, ouvem os presos, sendo que até o momento não houve manifestação das devidas autoridades sobre a questão”, informou a assessoria.

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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