Projeto Tamar: um verdadeiro aprendizado

Alunos e professores relatam experiência em Ubatuba; conteúdos abordados em sala de aula puderam ser visualizados no aquário

“Foi um sonho!”, afirmou o aluno João Vitor, do 6º ano, do Centro de Educação Municipal (CEM) Professor Orozimbo Furtado Filho – Distrito Simonsen – para sua mãe. “Nunca vou esquecer, nunca vai sair do meu coração!”, disse o estudante Felipe Amorin aos seus pais. Assim foi a viagem das crianças com os professores para o Aquário e o Projeto Tamar de Ubatuba, litoral de São Paulo, na semana passada.

A escola desenvolveu “Projeto Tamar – A matemática salvando vidas”, que tem como objetivo ensinar matemática pelo ponto de vista da preservação ambiental marinha. Durante a excursão, os olhos das crianças brilhavam ao ver bem de perto tudo o que haviam aprendido. A aventura em que estavam inseridos havia deixado de ser sonho e passado a ser realidade. Os alunos ficaram extasiados ao observarem as gigantescas tartarugas marinhas, a relação de equilíbrio ambiental nos ecossistemas marítimos encontrados no aquário e os diversos animais exóticos que haviam visto apenas por fotografias.

A visitação foi decorrente de um trabalho extenso realizado ao longo de dois anos pelo professor do 5º ano, Milton Perecin. Tudo começou com um escorpião encontrado que levou ao interesse dos alunos, originando assim o “Projeto Vida de Inseto: Conhecer Para Preservar”. Foram estudados muitos animais, desde escorpiões até repteis, que eram trazidos encontrados vivos e catalogados com muitas fotos. Em 2015, Milton se encantou com o universo das tartarugas e como a matemática estava tão presente em sua preservação. Assim, o professor criou o “Projeto Tamar- A matemática salvando vidas”, o qual exploraria a importância das tartarugas ao meio ambiente.

Em Simonsen, as aulas explorando aspectos geométricos, números decimais, porcentagem, sistemas de medidas e muitos outros aspectos referentes às áreas de língua portuguesa, geografia, história e ciências. Em Ubatuba, a aula prática.

O professor Milton destaca que os objetivos foram cumpridos. “Eu poderia ensinar qualquer coisa na sala de aula, me fantasiar de qualquer super-herói, ou deixá-los fazer qualquer outra coisa, mas nada foi comparável ao que viram, ouviram e sentiram nessa viagem. Podem não se lembrar do conteúdo de forma integral que aprenderam em sala de aula, porém, irão levar esse momento pelo resto de sua vida. O prazer deles de descobrir algo novo, o mar, foi o combustível que demonstrou que todo nosso esforço para essa viagem valeu a pena. Quero aproveitar e agradecer aqueles que direta ou indiretamente abraçaram nossa causa e, assim, nos ajudou. Sem você não conseguiríamos. Se estou feliz? Sim, agora sinto que vale a pena ser professor. Consegui fazer uma grande diferença na vida deles e de suas famílias”, afirmou.

O projeto ainda continua em sala de aula e será finalizado no fim do ano com uma exposição fotográfica na escola.

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