Proibida a comercialização das tradicionais lâmpadas de 60W

O motivo da retirada do produto do mercado é sua baixa eficiência energética, já que são lâmpadas que consomem muita energia para iluminar pouco.

Muitos questionam qual a invenção mais importante da história da humanidade. Uns afirmam ser a roda, outros o domínio da internet, mas muitos defendem que a luz elétrica é uma das comodidades que mais beneficiaram a vida das pessoas.

A lâmpada incandescente transforma eletricidade em energia luminosa e térmica, mas com a evolução da tecnologia, a invenção inicial de Thomas Edison entrou para a história e se tornou obsoleta.

As lâmpadas incandescentes com potência de 60W devem sair de circulação. Desde ontem, ficaram proibidos produzir, importar e vender esse tipo de produto no Brasil. As multas para quem descumprir a regra variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, informa o Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.

O motivo da retirada do produto do mercado é sua baixa eficiência energética, já que são lâmpadas que consomem muita energia para iluminar pouco. O processo de funcionamento das chamadas lâmpadas quentes exige temperaturas elevadas para gerar luz. A maior parte desse calor é perdida para o ambiente.

“Somente 5% da energia gasta são usados para iluminação. O resto é utilizado para aquecer a lâmpada. É muita energia para pouca luz”, diz o graduando de Engenharia Elétrica da Unifev, Rodrigo Santoro, em entrevista exclusiva ao Diário.

De acordo com ele, o maior obstáculo para a troca por tecnologias mais eficientes, como as lâmpadas fluorescentes compactas ou as de LED, ainda é o preço. “É possível encontrar lâmpadas de LED a partir de R$ 20. Se comparar com uma incandescente, de R$ 4, realmente a diferença é muito grande, mas a economia na conta de luz vale a pena.”

O Inmetro em nota afirma que, nos últimos anos, a população tem se conscientizado sobre a questão, pois em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes. Hoje o número se inverteu. Agora, somente 30% das residências usam as incandescentes e o órgão explica também que o fim do consumo de lâmpadas incandescentes nas casas brasileiras pode gerar uma economia de 4% de toda a energia elétrica usada para abastecer residências. A previsão do Inmetro é que os preços caiam, com a saída das lâmpadas de 60W do mercado e o início da produção em larga escala de lâmpadas fluorescentes e de LED.

Para as famílias que não têm condições de trocar todas as lâmpadas incandescentes de uma só vez, é recomendado que façam a mudança aos poucos, de acordo com o orçamento familiar e começando pelo cômodo da casa que fica mais tempo com as luzes acesas.

A cada lâmpada trocada, a família vai ver a economia na conta de luz. A troca de uma de 60W incandescente por uma de LED com luminosidade equivalente, ligada 4 horas por dia, levará à economia média de R$ 36 por ano na conta da luz, informou. Em uma loja de material de iluminação em Votuporanga as vendas de lâmpadas incandescentes representavam apenas 20% das vendas.

Até o momento foram retiradas do mercado as lâmpadas incandescentes de 100W, 150W e 200W mas processo de retirada de lâmpadas incandescentes do mercado brasileiro teve início em 2010. Desde então, com a proibição das de 60W, ficam faltando apenas as de potência entre 25W e 40W, que deixarão de ser comercializadas em 30 de junho de 2016.
O Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) explica que uma lâmpada incandescente de 60W, ligada 5 horas por dia, por 30 dias, consome em média 9kw/h. Uma fluorescente de 20W, que gera a mesma intensidade de luz, ligada pelo mesmo tempo, consome 3,6kw/h.
Uma lâmpada de LED de 8W, que permaneça 5 horas durante 30 dias, consome 1,2 KW/h, explica também que a diferença de duração das lâmpadas é grande, pois as incandescentes duram em média 1.000 horas; as fluorescentes, 6 mil horas; e as de LED, 25 mil horas. (Colaborou: Mateus Paióla)/Diário de Votuporanga

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