Proibição de lavar carros perto de bomba de combustível divide opiniões na cidade

O proprietário de posto de combustíveis, Nelson Gorayeb, é favorável ao projeto.

O jornal A Cidade entrevistou ontem três proprietários de postos de combustíveis de Votuporanga para saber deles qual a opinião sobre o projeto de lei aprovado na última sessão da Câmara. Ficou estipulado que próximo das bombas de abastecimento não poderão ser lavados os carros, a chamada cortesia. Dos entrevistados, apenas um mostrou-se contra, alegando que a medida não será cumprida na cidade; os demais, aprovaram a iniciativa.

O proprietário de posto de combustíveis, Nelson Gorayeb, é favorável ao projeto. Ele contou que pratica o uso consciente da água há mais de 10 anos. “A lavagem de carro é feita no respectivo setor destinado a esse serviço, adequado pela Cetesb. Nâo lavamos na pista de abastecimento”, falou.

Ele disse que a medida não prejudicará o serviço oferecido pelo estabelecimento. “As pessoas sabem que devem economizar e creio que meu cliente vai entender”, falou. Ele pede que a Prefeitura fiscalize demais setores, não só os postos de combustíveis, mas sim, vários outros segmentos.

Também é favorável ao projeto de lei aprovado o empresário Daniel Vilar. Ele vê no documento a oportunidade das pessoas evitarem o desperdício do bem natural.

Ele contou que há três semanas o estabelecimento começou a diminuir as lavagens de veículo e até sentiu a economia. “Não vencia mais o nosso poço artesiano devido à quantidade do uso de água diário”, destacou. Vilar disse que nenhum dos funcionários será dispensado por causa do projeto aprovado pela Câmara. “Não atingirá nossa economia”, frisou.

Um proprietário que não quis se identificar disse que continuará atendendo o pedido dos clientes, caso solicitarem o serviço.”Cada um manda no seu estabelecimento. Eu pago funcionário, imposto, e penso que posso agir como quiser no meu negócio”, disparou. Ele disse que é válida a iniciativa visando a economia de água, mas nem todos os postos irão atender.

Sobre a possível multa que pode ser registrada no estabelecimento, o empresário disse que a medida deverá ser aplicada em todos os locais onde for registrada toda a ação. “Tem posto que lava nesse período de escassez. E aí?”, questionou.

Ele tem 11 funcionários e teme que haja demissão se o posto não tiver mais um grande fluxo de veículos. “Quero agradar meu cliente. Tenho um setor destinado a lavar carros,mas é pago, e o meu consumidor não quer pagar”, falou. Karolline Bianconi/A Cidade

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