Professores e Samu salvam a vida de bebê

Menino de apenas oito meses parou de respirar em creche após ataque de epilepsia e foi salvo após excelente trabalho conjunto

Você saberia agir de maneira eficaz em um momento de desespero? E se a vida de um bebê de apenas oito meses dependesse de uma atitude sua, urgente? Se a imagem de tal situação lhe causa arrepios, pode ter a noção dos momentos angustiantes vividos ontem pela manhã por funcionários de um centro de educação municipal de Votuporanga. Em questão de segundos, com orientação do Samu por telefone, houve sangue frio e heroísmo para fazer um menino de apenas oito meses de vida respirar novamente, após uma crise de epilepsia.

O incidente com a criança aconteceu pouco antes das 10h no Cemei (Centro Municipal de Ensino Infantil) “Professor Valter Peresi”, na avenida Antônio Augusto Paes (antigo Colégio Celtas). O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) recebeu uma ligação, por meio do telefone 192, dando conta de que um bebê havia se engasgado. Após o primeiro contato, foi constatado que não estava respirando e que aparentava estar com a língua enrolada, demonstrando inclusive sinais de ataque epilético.

Imediatamente, a unidade de suporte avançado com a sua equipe de socorristas, que inclui o médico Walter Serafim da Silta Neto, foi deslocado para atender a ocorrência. Enquanto a viatura seguia para o local, o médico manteve a todo instante contato por telefone com funcionários do Cemei que, frente à situação de desespero, tiveram que agir por conta para aplicar os primeiros-socorros.

Seguindo as orientações do doutor Walter a todo momento, funcionárias colocaram a criança de bruços sobre o braço de uma delas e pressionaram as costas. Em seguida realizaram massagem cardíaca e respiração boca a boca, de maneira correta. Quando a viatura chegou ao local o menino já havia voltado a respirar, para alívio de todos.

Mesmo assim, o bebê foi levado ao pronto socorro da Santa Casa. Segundo boletim informativo divulgado ontem à tarde pela assessoria de comunicação do hospital, o pequeno R.F., de 8 meses, deu entrada às 10h30, apresentando um ataque de epilepsia. O paciente passou por atendimento, exames e permaneceu em observação. Naquele momento, o estado de saúde dele era considerado estável.

No PS, o A Cidade encontrou a equipe do Samu. O médico Walter Serafim ainda estava ofegante pelos momentos de rapidez e pela adrenalina, mas com expressão de dever cumprido. Ele confirmou que manteve contato durante todo o tempo com as funcionárias e que, se os primeiros-socorros não tivessem acontecido de maneira rápida, correta e eficiente como foram, o cenário teria sido mais trágico. A equipe do Samu comemorou a vida salva.

Nota da Prefeitura

A Secretaria de Educação informou, por meio da assessoria de comunicação, que todos os funcionários responsáveis por crianças participam da formação de brigadista, portanto, são capacitados para lidar com situações do tipo. Além disso, eles seguem um manual de Diretrizes Norteadoras das Práticas Educativas dos Profissionais da Educação Infantil que, entre outras coisas, determina os procedimentos padrões de atuação em circunstâncias como esta.

Graças a isso foi possível agir rápido e corretamente para auxiliar no socorro da criança juntamente com as orientações médicas oferecidas pelo Samu. Jociano Garofolo/A Cidade

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