Produtos da cesta de Natal têm variação de até 60%

A ceia de Natal é daqui quatro dias e as compras começam a se intensificar neste fim de semana, mas é preciso ficar atento aos preços praticados pelos supermercados de Rio Preto. O Diário listou dez produtos tradicionais nas mesas dos brasileiros para a comemoração da data e ontem percorreu oito dos principais supermercados de Rio Preto, em diferentes regiões da cidade.

A ameixa foi o produto com a maior variação entre o preço mais barato e o mais caro entre os supermercados pesquisados em Rio Preto, com 60% de diferença. Em segundo lugar aparece a castanha-do-pará, com variação de 55%, seguida pelo vinho, com 49%, e pernil e nozes empatados com 44%.

A máxima da pesquisa que recompensa se aplica mais uma vez. Com tempo e vontade de, o consumidor pode economizar até 43,5% ao comprar nos locais mais baratos os oito dos dez produtos pesquisados que apresentam as maiores variações. O peru e o panetone seguem preços semelhantes em todos os supermercados visitados, com variação que chega a R$ 0,50, no máximo, entre o mais barato e o mais caro.

A variação de preço é explicada por fatores como a localização do supermercado pesquisado, o estoque adquirido pelo estabelecimento para o período, o volume de compras e vendas, a diversidade de itens importados, a margem de lucro do supermercadista, entre outros. A explicação é do economista Hipólito Martins Filho. “Há também o custo fixo e variável dos estabelecimentos, como conforto do local, estacionamento, marketing, segurança, além de serviços agregados ao local, como farmácias, fraldários, lotéricas e caixas eletrônicos. Tudo influencia no preço final do que é vendido por um estabelecimento. Concluindo, não há outra opção a não ser pesquisar”, afirma.

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), produtos consumidos tradicionalmente na região sofrem alteração em seus preços durante este período. Aves, pescados, panificados, frutas e bebidas estão entre as possíveis altas influenciadas pelas festas de fim de ano. De acordo com levantamento da instituição, os preços das aves podem ficar até 4% maiores, 3% maiores para pescados, até 10% maiores para panificados, alta de até 7% para frutas, além de 6% e 7% para bebidas não alcoólicas e alcoólicas, respectivamente.

Dobre os cuidados com os alimentos

Festas de final de ano são sinônimo de mesa farta. A comilança é prazerosa, mas é preciso cuidado para não estragar a festança. Alimentos mal conservados ou de origem duvidosa podem de uma simples diarreia até graves intoxicações ou transmissão de doenças. Para que nada disso aconteça é necessário seguir as regras de higiene, armazenar os alimentos de forma correta e escolher bem o produto que comprar, principalmente os de origem animal. Um simples queijo, se contaminado, pode até transmitir tuberculose, doença que afeta os pulmões e leva a morte se não tratada.

Mas, nas ceias de Natal e Réveillon as carnes são as principais vilãs. Na maioria da população que prefere passar essas datas em casa um churrasco ou um assado é certo na mesa. O problema aparece quando esse alimento fica muito tempo na mesa. “O alimento assado e cozido se ficar acima de duas horas em temperatura do ambiente produz toxinas que não são eliminadas nem quando os alimentos são esquentados. Muitas família são grandes, por isso deixam muita comida exposta, fora da geladeira e o alimento fica contaminado”, explica a médica veterinária Luciane Bilia de Moraes, da Vigilância Sanitária de Rio Preto.

E quem come esses alimentos contaminado muitas vezes nem sabe disso, é o que explica o nutricionista Nilton César Chopes. “O alimento estragado muda totalmente suas características originais como cor, odor e textura, dessa forma nem chega a ser consumido. Um alimento contaminado não muda em nada as suas características e pode apresentar cor e sabor satisfatórios e dessa forma ser consumido e causar a intoxicação alimentar. Por isso nenhum alimento deve ficar exposto sobre a mesa depois que a refeição acaba. Outro erro comum é deixar os alimentos em cima do fogão depois do término das refeições, isso jamais deve ser feito”, diz.

Procedência e validade

Verificar procedência e a validade dos produtos é outro ponto importante para evitar contaminações e intoxicações. Mas, mesmo que esteja dentro do prazo, o consumidor deve conferir se os alimentos estão com cor, textura ou cheiro diferentes. “Por exemplo, carnes devem ter cor vermelha fresca nem muito escura nem muito clara. Além disso, os produtos de origem animal, devem ter a procedência garantida através de selos de inspeção como o SIF (Serviço de Inspeção Federal)”, diz Chopes.

Para produtos congelados, segundo ele, é importante verificar se não há sinais de descongelamento e para frutas, legumes e verduras escolha sempre as mais frescas e que foram recebidas no mesmo dia. Uma outra dica escolher estabelecimentos que contenham locais de armazenamento limpos, sem insetos e cheiros desagradáveis.

Primeiro os não perecíveis
Você já parou para pensar em qual produto coloca primeiro no carrinho do supermercado durante a compra? Muitas pessoas não percebem, mas a ordem de escolha também serve como maneira de prevenir intoxicações. Segundo o nutricionista Nilton César Chopes, primeiro é preciso selecionar produtos não perecíveis e que são vendidos em temperatura ambiente como arroz, feijão, massas, enlatados.

Depois disso os produtos de limpeza, que não devem ser misturados com os alimentos no mesmo carrinho. Por último deixe os produtos perecíveis como carnes, leite e os que são vendidos refrigerados e congelados. “Depois que você escolheu os produtos perecíveis não fique ‘passeando’ pelo supermercado, vá direto para o caixa e leve o mais rápido possível os alimentos para casa”, diz.

Fique bem atento nos restaurantes

Jantar ou almoçar em restaurantes e churrascarias também requer cuidados, mas dessa vez com a escolha do estabelecimento. Para isso o nutricionista selecionou alguns itens que devem ser observados. O balcão destinado a saladas e sobremesas devem ser refrigerados e os que servem alimentos quentes térmicos. “Um alimento estragado não será servido, pois, suas características estarão alteradas. O problema é um estabelecimento servir um alimento contaminado que é aquele que não muda em nada suas características e poderá ser consumido e assim causar uma intoxicação”, diz o especialista.

Uma forma de saber se o alimento não está contaminado, explica, é verificar se o estabelecimento segue a boas regras de higiene. Em caso de dúvida é bom evitar os alimentos considerados “vilões” da intoxicação, como são os muito manipulados e com muitos ingredientes diferentes como maionese, salpicão, farofas e sobremesas. Por exigirem muita manipulação e ingredientes muito perecíveis como leite, carnes, ovos, essa condição pode aumentar os riscos de contaminação.

 

Beto Carlomagno e Elton Rodrigues – Diário da Região

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