Procon orienta cuidados com as empresas facilitadoras de pagamentos eletrônico

Maior número de reclamações está associado à entrega dos produtos; confira o ranking completo com as queixas registradas

 

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, divulga o ranking do primeiro semestre de 2013 das empresas conhecidas como “facilitadoras de pagamento”, contendo mais de mil reclamações registradas pelos consumidores no Procon-SP.
Pode-se verificar que o maior número de reclamações está associado à entrega dos produtos (482 queixas), pois essas empresas comumente têm mantido como parceiros comerciais sites que não cumprem a oferta (não entregam, entregam produtos fora do prazo informado ao consumidor, diferentes do pedido e com problemas). As queixas registradas demonstram falta de critério na escolha desses sites de venda parceiros, falha na adoção de medidas emergenciais quando os problemas aparecem e falta de solução para os consumidores prejudicados.
Com relação ao índice de solução dessas queixas logo no primeiro atendimento realizado no Procon-SP, a maior parte das facilitadoras de pagamento tem desempenho insatisfatório, sendo que a Akatus, a mais reclamada, tem índice de 49% de solução. Destaque também para a empresa PagSeguro pelo elevado número de queixas registradas (237) e baixo índice de solução apresentado (45%). O melhor desempenho ficou por conta da PayPal do Brasil, com 89% de solução e o menor volume de queixas (9). Veja aqui o ranking completo.
As facilitadoras de pagamento deveriam oferecer ao consumidor segurança na compra, mediante a devolução de valores pagos em caso de descumprimento da oferta pelo vendedor, mas o prazo estabelecido para o consumidor questionar sua compra (descumprimento de prazo, valor ou produto oferecido) é, em regra, menor que o estabelecido pelos vendedores (sites parceiros das facilitadoras). Por falha de informação e divergência entre as regras, o consumidor acaba perdendo o prazo para questionar a compra, justamente o maior benefício oferecido pelas facilitadoras.
Dessa forma, antes de efetuar qualquer transação, é importante que o consumidor pesquise as referências do fornecedor, seja da facilitadora de pagamento, seja do vendedor, guarde todos os documentos da oferta e da compra e, ao fazer uso das facilitadoras, fique atento às condições oferecidas, prazos de cancelamento da compra, o que efetivamente será garantido e qual a segurança dada à transação, bem como verifique os canais de atendimento do pós-venda.

 

Evite comprar em sites que disponibilizam como forma de pagamento apenas boleto e/ou depósito em conta corrente de pessoa física. Faça uma pesquisa junto a amigos que já tenham utilizado esse serviço, bem como nas redes sociais, onde hoje em dia as pessoas costumam postar suas insatisfações.
Também, como forma de se precaver, antes de fazer a compra é importante consultar a lista de sites não recomendados disponibilizada pelo Procon-SP. Esses sites possuem irregularidades na prática do comércio eletrônico, principalmente por falta de entrega dos produtos adquiridos pelo consumidor. Além disto, esses fornecedores virtuais não são localizados, inclusive no rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil, o que inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor.

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