Procon divulga lista de empresas mais reclamadas em 2017

Em Votuporanga, serviços de telefonia seguem na liderança do ranking de reclamações.

A Fundação Procon-SP divulgou o ranking de reclamações fundamentadas de 2017. A lista aponta quais empresas e setores não atendem às reclamações formuladas pelos consumidores na etapa preliminar, motivando a abertura de processos administrativos.

O ranking estadual apresenta as 50 empresas que mais geraram demandas de seus clientes e serve como parâmetro para que os consumidores conheçam não só os fornecedores mais reclamados, mas também seus respectivos índices de solução para as queixas registradas.

No último ano, foram realizados pelo Procon-SP 709.424 atendimentos, entre consultas, orientações, cartas de informações preliminares e reclamações. Destes, 54.780 geraram reclamações fundamentadas.

O ranking completo – estadual e municipal – pode ser consultado no site da Fundação Procon-SP, por meio do link: https://goo.gl/pPNb5j.

 

Votuporanga

Por mais um ano consecutivo, os serviços de telefonia lideraram o ranking de reclamações em Votuporanga.

De acordo com a unidade local do Procon, vinculada à Secretaria da Cidade da Prefeitura, em 2017, as empresas com o maior número de reclamações fundamentadas foram: Vivo, com 103 queixas, sendo 84 atendidas (81,55%) e 19 não atendidas (18,45%); Claro, com 58 registros, incluindo 54 atendidos (93,1%) e quatro não atendidos (6,9%); e TIM, com 26 demandas, sendo 18 atendidas (69,23%) e 8 (30,77%) não atendidas.

 

Destaques

Em 2017, o Grupo Pão de Açúcar – que engloba as marcas Casas Bahia, Ponto Frio e Extra – passou a liderar o ranking estadual de reclamações, com um total de 4.722 registros realizados no território paulista. Entre as queixas contra a empresa, consta um número expressivo de reclamações simples, apontando para o fato de a companhia não ter cumprido sequer com requisitos básicos, como a entrega correta dos produtos vendidos aos consumidores.

Em segundo lugar, com 4.081 registros, figura o Grupo Vivo/Telefônica, que volta ao posto de empresa mais reclamada do segmento de telecomunicações. Além de aumentar suas demandas, a companhia piorou seu índice de solução de 67%, em 2016, para 56%, em 2017. No interior do estado, o grupo ficou em primeiro lugar, com um total de 2.140 demandas, e respondendo, portanto, por mais da metade das reclamações registradas.

Na terceira colocação, o Grupo Claro/NET/Embratel (América Móvil) piorou seu índice de solução para 70%, contra os 74% registrados em 2016.

 

Baixas soluções

O Banco do Brasil despontou no Cadastro Estadual do Procon-SP, com índice de solução de 34% em 2017, revelando uma nítida piora com relação a 2016.

Além da redução do índice de resolutividade e o aumento do número de reclamações, a empresa alterou sua sistemática de atendimento, com indicação de canais telefônicos e digitais para alguns consumidores, sem que estes tivessem concordado com tal alteração.

Houve ainda uma redução brusca do número de agências e funcionários do banco, em especial no interior de São Paulo, resultando numa queda da qualidade do atendimento e num expressivo aumento no número de reclamações encaminhadas às unidades do Procon.


Ensino à distância

Um dos grupos que mais causou impacto no ranking organizado pelo Procon-SP foi o Anhanguera/Unopar (Kroton Educacional). Enquanto na capital do Estado a empresa ocupou a 32ª posição, com 102 reclamações, no interior, chegou ao 21º lugar, com 315 demandas registradas.

O cenário é considerado preocupante, já que as reclamações se referem a descumprimento da oferta, caracterizando flagrantes falhas de informação, tanto na fase pré-contratual quanto nos pedidos de cancelamentos realizados pelos consumidores.

Na modalidade “ensino a distância” (EAD), foram computados relatos de problemas no sistema, com muitas dificuldades de solução, além de ofertas de cursos não reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

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