Problema de lixo irregular em Valentim Gentil pode ter fim em 2017

Projeto foi enviado junto a Cetesb para aterro ser lacrado, diz engenheiro. Tribunal de Contas listou cidade entre as que têm lixão a céu aberto.

Quase 25% das cidades do estado de São Paulo têm lixão a céu aberto, segundo levantamento do Tribunal de Contas Paulista. Na região noroeste paulista, 17 municípios estão com problemas sérios em relação à coleta e tratamento do lixo, mas a situação mais grave é em Valentim Gentil(SP), cidade que já foi multada oito vezes pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), em cerca de R$ 245 mil.

O Tribunal de Contas do Estado fez uma inspeção e analisou mais de 40 fatores relacionados a destinação do lixo e o resultado foi ruim. Cinco cidades não têm nem aterros sanitários, o que não é o caso de Valentim Gentil, que já tem um local apropriado para jogar os resíduos domésticos.

Segundo o responsável pelo setor da prefeitura de Valentim Gentil, o engenheiro civil Francisco Belém, o problema do lixão pode ter fim em 2017. Ele afirma que dessa vez a solução será definitiva e estabeleceu um prazo de seis meses para o lixão deixar de existir. “Foi apresentado um projeto junto a Cetesb para o aterro ser lacrado definitivamente. A ideia é deixar ele lacrado”, diz.

Se a Cetesb aprovar o projeto da prefeitura, ela tem 180 dias para regularizar o lixão. Se isso não ocorrer, o executivo corre o risco de ser multado novamente.

O Ministério Público do Meio Ambiente de Votuporanga (SP) já instaurou inquérito para apurar o problema em Valentim Gentil e a prefeitura fez um segundo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e enviou um projeto de limpeza da área para a Cetesb. O primeiro, enviado no início do ano, não deu certo.

No começo deste ano, a prefeitura também disse à TV TEM que ia resolver a situação e reforçar a fiscalização no local para evitar que jogassem lixo no local, mas a equipe de reportagem da TV foi à cidade e constatou que nada mudou.

De acordo com o gerente da Cetesb de Votuporanga, Cristiano Ricardo Mateus, esse TAC já previa que se não houvesse a interrupção imediata dessa exposição de resíduos a prefeitura estaria sujeita a aplicação de uma multa diária de R$ 1 mil.

O torneiro mecânico Glacyr Barbosa, que mora perto do local, diz que não aguenta o mau cheiro e os insetos. “Quando o vento bate aqui para o lado da vila, com certeza vem o mau cheiro do lixo sem falar dos insetos vindos de lá. Alguma coisa precisa ser feita, porque o lixão muito próximo da vila. Isso requer boa vontade e empenho das autoridades”, diz. G1

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