Primas desaparecidas teriam tentado contato com a família

As primas rio-pretenses Beatriz Camacho Rodrigues, de 16 anos, e Brenda Camacho, de 18 anos, que estão desaparecidas desde a última quarta-feira, 17, estariam  no litoral paulista à procura do pai de uma delas. Na segunda-feira, 22, elas teriam tentado contato com a família por meio de um orelhão em Caraguatatuba.

 

As duas jovens deixaram a filha de Brenda, uma bebê de dois anos, na casa da sogra dela e teriam dito na ocasião que iriam para Ubatuba, litoral norte de São Paulo. A mãe de Brenda mora em Caraguatatuba, mas, segundo a doméstica, até o momento, as jovens não apareceram por lá.

 

A suspeita de que as adolescentes estariam em busca do pai de Brenda foram reforçadas por uma postagem no Facebook. Uma moradora de Ubatuba publicou que encontrou duas meninas dormindo na rua e, ao questionar o que faziam ali, ouviu que eram de Rio Preto, uma delas tinha brigado com a mãe e elas estavam procurando o pai de Brenda, chamado Almir.

 

Segundo a doméstica Renata Camacho Adão, 37 anos, mãe de Beatriz, a sobrinha Brenda sempre expressou o desejo de conhecer o pai. “A mãe da Brenda se envolveu com um homem casado. Quando a minha sobrinha nasceu, ela registrou só com o nome da mãe e nunca deu muitos detalhes do pai para a menina. Ela não sabe nem o sobrenome desse pai, mas sempre disse que um dia ia conhecê-lo”, conta.

 

Sobre a briga citada na postagem, Renata diz que discutiu com a filha no dia do desaparecimento por causa das notas baixas da menina na escola. “Mas foi coisa boba, nem foi briga”, afirma.

 

Nesta segunda-feira, 22, Renata recebeu uma ligação à cobrar de um número com DDD 12. “Não atendi porque não tinha crédito, mas avisei minha irmã, que mora em Caraguatatuba. Ela trabalha com policiais e pediu que descobrissem o endereço do número. Era um orelhão”, conta. Ainda segundo a doméstica, a mãe de Brenda foi até o local com fotos das meninas. Pessoas que estavam próximas afirmaram que viram as duas meninas no orelhão.

 

“A Beatriz me ligou depois, do celular dela, e disse que não estava com a prima e que estavam bem e mais próxima do que eu imaginava. Mas como as pessoas viram as duas lá no orelhão, acho que ela queria me enganar”, afirma Renata.

 

Quem tiver notícias do paradeiro das jovens deve ligar para o número 190, da Polícia Militar.

 

Colaborou Gabriel Vital diarioweb.com

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