Preso o acusado de estuprar e matar duas adolescentes

A Polícia Civil de Andradina prendeu na tarde deste sábado (26) um homem suspeito de matar as adolescentes Yara Barbosa, 14 anos, e Jhenifer Naiara da Silva, 13 anos.

Os corpos das garotas foram encontrados, sem calcinhas, no rio Tietê, em Pereira Barreto, a cerca de 50 quilômetros de Andradina, onde elas moravam. O corpo de Yara foi resgatado no dia 14 e de Jhenifer, no dia seguinte.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), as duas meninas foram abusadas sexualmente e morreram por afogamento. O suspeito foi preso numa cidade do interior do Paraná, cuja localização não foi divulgada pela polícia por questões de segurança.

“Ele seria ouvido ainda neste sábado pelo delegado Tadeu Aparecido Coelho, que viajou ao Paraná para cumprir o mandado de prisão temporária deste suspeito”, disse Nadir Coelho, investigadora da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Andradina.

A investigadora explicou que a polícia não divulgou o nome do suspeito e da cidade onde ele foi preso por temer que a população, revoltada com a morte das duas meninas, possa tentar fazer justiça com as próprias mãos.

Na sexta-feira, a polícia de Andradina foi acionada para impedir que centenas de pessoas tentassem linchar o dono de um EcoSport preto, usado pelo suspeito para levar as garotas ao rio Tietê. Foi pela identificação do carro que a polícia chegou ao suspeito pela morte das meninas.

CÂMERAS

Por meio de câmeras instaladas em casas e no comércio, a polícia identificou o EcoSport que deu carona para as duas meninas, na noite de 12 de abril.

O carro tinha sido vendido ao suspeito, que pagou o veículo com cheques sem fundos e o devolveu ao proprietário após a morte das meninas. Ao ver na imprensa as características do carro, moradores tentaram linchar o dono, achando que ele pudesse ser a pessoa que tinha dado carona às garotas.

“Nesta sexta-feira, 25, o dono e os ocupantes do veículo deixaram o carro no meio da rua, com as portas abertas, e saíram correndo para se proteger na delegacia, porque uma multidão queria linchá-los. Por isso, não estamos divulgando o nome do suspeito e nem a cidade onde ele foi preso”, disse Nadir.

Segundo a investigadora, a população tem sentimento de que o crime foi brutal e pede por justiça. Hoje, as famílias e amigos das adolescentes fizeram um manifesto pedindo justiça. A investigadora ressaltou que “somente após o depoimento do suspeito preso neste sábado é que se poderá ter uma ideia do que realmente aconteceu com as garotas.

“O que sabemos é que elas não foram mortas e jogadas no rio, porque o laudo confirmou água nos pulmões. Não sabemos se esse suspeito estava com outros, se ele afogou as meninas ou mesmo se as meninas se afogaram quando uma tentou salvar a outra. Tudo começará a se esclarecer a partir de agora”, completou.

(**Com informações, Chico Siqueira / Portal Terra)

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password