Presidente apoia a reestruturação gradativa

Francisco Antonio Poli esteve ontem em Votuporanga e disse que o projeto foi passado de forma errada para a população

O professor Francisco Antonio Poli, presidente da Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), esteve ontem em Votuporanga ministrando uma palestra na Diretoria Regional de Ensino. Em entrevista para o jornal A Cidade, ele comentou a respeito da reestruturação nas escolas, dizendo ser um projeto correto, porém executado de maneira errada. O professor ainda disse que apoia o modelo gradativo, que será utilizado nas escolas de Votuporanga.

O presidente acredita que o projeto em si é muito bom, mas foi apresentado em um momento de insatisfação com a educação no país. “Esse ano já aconteceu a greve dos professores, que durou cerca de 90 dias, e não obteve nenhum tipo de resultado, não aconteceu o reajuste para o magistério e ainda tem a questão econômica, devido à crise que o país vem enfrentando”, disse.

Além disso, o presidente também ressaltou que não foi apenas o momento incerto, a forma com que o projeto foi aplicado também foi errônea. “Foi mexido com a questão emocional de todos. Um projeto, quando a intenção é melhorar, necessita de um estudo, de um tempo de entendimento e adaptação, mas da forma com que foi feito espantou todo mundo, tirou os professores, funcionários, diretores e alunos da zona de conforto e trouxe a insegurança”, disse.

Para ele, a maneira menos traumática de realizar a reestruturação é fazendo o processo gradativo, ou seja, mudando aos poucos os ciclos de cada escola. “Fazendo dessa maneira, tanto os professores como os alunos vão ter um período de 4 anos para se adaptarem ao novo sistema, e eles mesmos vão tomar as próprias decisões, pois estarão acompanhando o processo, e vão acabar saindo do local por necessidade e não por obrigação”, disse.

O professor ainda falou que um projeto tão bom como esse da reestruturação foi passado de forma errada e agora é visto com algo ruim. “Se acontecesse de maneira gradativa, aos poucos e no momento certo, não aconteceria toda essa confusão de informações, pois as pessoas acham que o projeto visa apenas no corte de gastos, o que não é mentira, mas a melhora na educação vem ao encontro, já que foi comprovado que escolas reestruturadas possuem resultados no mínimo 20% melhores do que as outras”, disse.

Para finalizar, o professor disse que a salvação do projeto é que ele se torne gradativo em todo o estado e não apenas em algumas cidades. “Eu não me canso de dizer que a forma gradativa é a chave de tudo, a secretaria do estado deveria repassar essa orientação para os dirigentes de ensino, e os dirigentes passarem para as escolas, dessa maneira todos vão sair ganhando e o objetivo, que é a melhoria na educação do país, será alcançado”, finalizou. Da Redação/A Cidade

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