Prefeitura reafirma a grupo que não permite ocupação irregular

O grupo de 49 famílias de acampantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (FAF/- CUT-SP) terá mesmo que mudar do bairro Estação, em Votuporanga, se depender da Prefeitura de Votuporanga. Em reunião ontem pela manhã com o chefe de gabinete, Marcelo Marin Zeitune, a administração municipal decretou que não permitirá ocupação irregular em áreas na cidade. Os manifestantes pediram um encontro com o prefeito Junior Marão (que está em viagem) na segunda-feira. “Queremos dizer a ele que nossa ocupação é temporária”, disse coordenadora do movimento em Votuporanga, Gildete Maria de Jesus dos Santos Gotarde. Gildete afirmou que solicitou ficar mais à frente da área de três alqueires, de propriedade do município. “Marcelo disse que não vai aceitar em lugar nenhum”, complementou. O chefe de gabinete teria informado que o lote será usado para o desfavelamento do bairro Matarazzo, por meio do programa federal “Minha Casa, minha vida”. O grupo ainda não recebeu nenhuma notificação judicial para a reintegração de posse. “Não vamos sair. Ou ficamos no local ou queremos uma nova área na beira da estrada”, disse. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Votuporanga confirmou que houve a reunião. Entretanto, informou que o encontro com o prefeito Junior Marão não foi confirmado. “A Prefeitura reitera que não permitirá, de forma alguma, a ocupação irregular de áreas no município”, disse a nota. Os participantes ocupam a área desde segunda-feira. Funcionários do setor de Fiscalização da Prefeitura notificaram o grupo para que saísse em 48 horas. O prazo não foi cumprido e o município entrou com ação para a reintegração de posse. Estão acampados 16 famílias de Valentim Gentil, Fernandópolis e Sebastianópolis do Sul. O restante é formado por votuporanguenses.

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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