Prefeitura inicia processo para reintegração de área invadida

A Prefeitura de Votuporanga iniciou ontem o processo judicial que pede a reintegração de posse de área de três alqueires ocupada por sem-terras no bairro Estação. Os acampados da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (FAF/CUT-SP) ignoraram notificação do município e continuam no terreno, mesmo após o prazo sugerido de 48 horas para saída do local.
A coordenadora do movimento em Votuporanga, Gildete Maria de Jesus dos Santos Gotarde, de 42 anos, disse que o grupo vai permanecer na área. “Se o prefeito acha que vamos sair, está enganado. Se vier as máquinas para derrubar nossos barracos, vamos plantar verduras e legumes e viver debaixo de árvores com lona”, ameaçou.
Gildete afirmou que a Prefeitura não está usando o terreno que foi ocupado. “Marão não vai fazer o desfavelamento, poderia deixar a gente aqui de maneira provisória”, disse.
Ela afirma que terras serão distribuidas pelo Incra na região, inclusive em Votuporanga e que as 50 famílias serão contempladas. A coordenadora disse ainda que o grupo entrou no local por achar que a área é de responsabilidade da União.

A área
A área ocupada faz parte do triângulo de reversão das locomotivas. O local será usado para o desfavelamento do Matarazzo, por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. De acordo com informações da Prefeitura, o prefeito Junior Marão pleiteou o terreno junto à União e tem a posse há três anos.
As famílias mudaram para o bairro Estação, depois do descarrilamento de nove vagões ocorrido na quarta-feira, na estrada vicinal Adriano Pedro Assi. O acidente aconteceu a 10 metros de onde estavam.

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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