Prefeitura estuda novo projeto para combater proliferação de Aedes

Equipamento adquirido fará sucção dos vetores vivos para análise detalhada das espécies e, com isso, combater cada um de forma mais eficaz.

A Prefeitura de Votuporanga estuda um novo projeto para combater de maneira mais eficaz a proliferação do Aedes Aegypti e outros mosquitos transmissores de doenças como Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela e outras arboviroses. O projeto científico foi desenvolvido pelo biólogo e coordenador da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, Nilton Santiago, que contou com apoio da equipe técnica da Secretaria. A pesquisa é uma continuidade do Projeto de Estratégia de Apoio Integrado a Gestores e Profissionais de Saúde dos Municípios do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) juntamente com o Ministério da Saúde.

A proposta é analisar a biologia dos mosquitos capturados vivos por um equipamento que utiliza o método de sucção. O trabalho está em fase inicial e vem sendo desenvolvido por uma equipe treinada da Secretaria de Saúde que já percorre algumas residências. “Com a captura desses mosquitos vivos podemos desenvolver uma análise detalhada da morfologia de cada espécie, feita em laboratório, e saber com quais espécies estamos lidando. Cada uma com seu tempo de proliferação e comportamento diferentes, conhecendo isso da forma exata, conseguiremos traçar estratégias eficazes de combate no período correto e, assim, diminuir o avanço da proliferação dessas doenças sem o uso de inseticidas”, explicou Santiago.

A elaboração do projeto de Votuporanga foi possível devido à capacitação oferecida pela Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde em parceria com a ProEpi (Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo). Dentro do programa Aedes na Mira, o curso foi voltado à Entomologia Aplicada à Saúde Pública, que capacitou profissionais de saúde de todo o País, incluindo o biólogo e coordenador da Vigilância Ambiental de Votuporanga, Nilton Santiago. Os profissionais receberam as orientações necessárias para aplicar as técnicas aprendidas com a ferramenta em seus municípios.

As análises serão computadas e submetidas, posteriormente, ao Conselho Nacional e Ministério da Saúde. Se os resultados esperados forem comprovados, a expectativa é de que as ações sejam ampliadas para todo o Município, podendo ser replicadas também a outras cidades.

 

Eliminação de Criadouros

Atualmente, a principal forma de combate à proliferação de mosquitos transmissores de doenças é a eliminação de criadouros, que deve ser feita por toda a população e que conta com orientação dos agentes de saúde nas visitas casa a casa. “No entanto, identificamos uma lacuna neste trabalho. Mesmo eliminando o criadouro, o vetor continua naquela localidade, podendo se proliferar rapidamente. Com o método de sucção desses vetores, conseguimos também interromper esse ciclo de proliferação”, explicou o biólogo.

Vale ressaltar que o trabalho de limpeza dos quintais e retirada de recipientes que possam juntar água deve continuar e, para isso, é preciso envolvimento e comprometimento de toda a população. “Não adianta o morador fazer a eliminação de criadouros apenas quando o agente de saúde visita sua casa. Essa é uma atitude que precisa ser adotada diariamente, principalmente nesse período que estamos entrando de chuvas mais frequentes e temperaturas altas”, alertou o coordenador da Vigilância Ambiental.

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