Prefeitura de Neves Paulista corta transporte gratuito de estudantes universitários e do ensino técnico

A Prefeitura de Neves Paulista cortou o ônibus fretado de cerca de 250 estudantes universitários e do ensino técnico, que estudam em outras cidades da região como Rio Preto, Mirassol e Monte Aprazível. Um protesto foi realizado no início da noite desta terça-feira, dia 19, para demonstrar ao poder público a insatisfação com a atitude.

Os estudantes da cidade, no entanto, criticaram a medida. “Quando fui escolher onde cursar a faculdade, levei em conta o fato de que a prefeitura subsidiava o transporte”, conta o aluno de direito da Unip, Charles Rossali. O estudante afirma que os alunos estão se mobilizando para buscar alternativas como o aluguel de um ônibus com capacidade de transportar 50 pessoas até  universidade e escolas de nível técnico, mas o entrave é o custo, que não cabe no orçamento das famílias. “Ficaria R$ 200 para cada um, se conseguirmos preencher todos os bancos, mas muita gente achou um custo muito elevado. Se não tiver todo ocupado, o ônibus fica ainda mais caro”.

A costureira , conta que o seu filho Leonardo, 17 anos, frequenta um curso técnico no período da manhã, no Senac, em Rio Preto e iniciará a faculdade de direito, à noite. Para contornar a situação, ela tem levado o filho até à escola e não vê outra alternativa já que os horários entre ônibus intermunicipais e da grade escolar não são compatíveis. “Estou levando ele no Senac de carro, mas quando começar a aula da faculdade não sei o que faremos, porque as aulas são em horários bem distantes e o ônibus não tem horários que dê para que ele frequente as aulas. Ele teria que pegar também outro ônibus dentro da cidade e sair mais cedo da aula. perderia com isso”, disse.

Quando foi escolher onde cursar a faculdade, a estudante de educação física Maisa Pandin Alves, 21 anos, também levou em consideração o transporte pago pelo poder público. “Vai ser uma dificuldade muito grande se a prefeitura não voltar atrás. Não só pensando em mim, mas nos outros estudantes que estavam esperando esse benefício para estudar. Conheço alguns que já foram trancar o curso por não conseguir arcar com o transporte.”

Charles disse ainda que os alunos estão dispostos a arcar com as despesas de combustível do transporte, mas precisam que a prefeitura disponibilize os veículos. “Nós pedimos que fosse levantado o custo para que o serviço não fosse cortado, mas eles se negaram. O prefeito disse que iria leiloar os veículos para pagar contas da prefeitura.”

A prefeitura não se posicionou sobre o assunto. O expediente no local foi encerrado às 13 horas para economizar nos gastos. Procurados durante toda a tarde, o prefeito Octávio Martins Garcia Filho, a vice-prefeita Daniela Angelino Pádua Dourado e o coordenador de educação João Francisco Suzana da Silva não foram localizados para falar sobre o corte do serviço de transporte. A reportagem deixou recado na casa deles, mas não houve retorno. Tatiana Pires/Diário da Região

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