Prefeitura de Araçatuba investiga possível assédio sexual praticado por servidor

O motorista não foi afastado de suas funções até o momento; questionada a Prefeitura afirmou: “o afastamento do condutor ainda não se mostrou pertinente até o presente momento, tendo em vista as divergências de depoimentos, a ausência de testemunhas, o tempo decorrido entre os fatos narrados e a efetivação da denúncia e ainda por se tratar de única denúncia nesse sentido em relação ao acusado ou mesmo outros motoristas”.

A Corregedoria da Prefeitura de Araçatuba/SP investiga um possível caso de assédio sexual praticado por motorista da Secretaria de Saúde contra uma paciente, durante viagem de retorno da cidade de São Paulo, onde a denunciante foi submetida a procedimento médico. O resultado da investigação deve ser divulgado nos próximos dias, conforme resposta da assessoria de imprensa do município a questionamento feito pelo site, ontem (15).

A Prefeitura havia informado anteriormente que uma paciente tinha formalizado uma reclamação sobre possível assédio sexual no início de outubro de 2018 e que o caso estava em processo de apuração.

“No início de outubro de 2018, a paciente apresentou reclamação na Ouvidoria do Sistema Local de Saúde, mencionando que teria sido vítima de assédio sexual praticado por motorista que conduzia a paciente entre São Paulo e Araçatuba em três oportunidades. Apontou um motorista como autor dos assédios e indicou com precisão apenas uma data. Reclamou ainda que ao retornar de São Paulo não teria sido deixada defronte sua residência”, diz nota emitida pelo município.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, a partir da reclamação, a Ouvidoria da Secretaria de Saúde passou a juntar documentações sobre viagens realizadas pela paciente autora da queixa. “Depois disso, no início de dezembro de 2018, tal documentação chegou à Corregedoria Geral do Município, que solicitou nova juntada de documentação dos deslocamentos”, segue a assessoria em seu relato.

No dia 13 de dezembro do ano passado, a paciente denunciante do caso que vem sendo apurado como assédio sexual, foi ouvida formalmente pela Corregedoria do município e “reconheceu apenas um dos motoristas que a conduziram em viagens como sendo o autor dos assédios”, conforme descreve a assessoria de imprensa. Na ocasião, a paciente foi cientificada que a documentação juntada e remetida à Polícia Civil.

No dia seguinte à oitiva da mulher que diz ter sido assediada, o motorista apontado como responsável foi ouvido formalmente e negou todas as acusações que lhe foram atribuídas. “Diante das divergências dos depoimentos, foi solicitada a juntada de documentos referentes a duas das três viagens citadas pela reclamante, cujas datas não foram indicadas pela paciente (não se recordava), a fim de identificar o segundo motorista do veículo oficial e eventuais testemunhas”, explica a municipalidade.

Na mesma nota, a administração municipal reconhece a gravidade dos apontamentos feitos por paciente dependente do serviço público municipal para ter tratamento de saúde em São Paulo: “O caso é grave e por isso está sendo apurado de maneira reservada diretamente pela Corregedoria Geral do Município e logo que sejam juntados mais elementos de prova será tudo remetido ao Ministério Público e à Polícia Civil para ciência”, afirma a administração municipal.

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