Prefeito Marão é o mais bem votado do Estado

O prefeito Junior Marão, reeleito com 42.954, foi o 8° mais votado do Estado, excetuando-se aqueles que não tiveram adversários nas disputas. O detalhe é que os 7 anteriores são de cidades pequenas, como se pode observar pelo número de votos.
Portanto, excetuando-se os municípios menores, pode-se dizer que ele foi o mais bem votado do Estado, com 90,43% de aprovação dos eleitores.

Abstenção

Mais de 12,5 mil eleitores votuporanguenses não compareceram às urnas, neste domingo, para escolher um candidato, de acordo com dados do Cartório Eleitoral. O número, que representa 18,93% de abstenção, é superior à média brasileira, que é de 16%. Dos 66.233 eleitores aptos em Votuporanga, apenas 53.698 votaram. A justificativa para tamanha abstenção é desanimadora, porém, simples. “São pessoas que se decepcionaram com a política e acham que não farão a diferença nas urnas”, explica o chefe do Cartório Eleitoral de Votuporanga, Ivan Oliveira de Sousa.
Desculpas Para ele, a população procura desculpas para disfarçar sua falta de consciência eleitoral. “Muitos me perguntam o valor da multa para quem não compareceu às urnas. Respondo que é de R$3,51. O eleitor debocha, dizendo que é barato e compensa. Entretanto, o que essas pessoas desconhecem é que o dinheiro arrecadado com essas multas é destinado ao Fundo Partidário, que distribui para os partidos políticos. Ou seja, o eleitor que deixa de votar, porque está decepcionado com os políticos, acaba financiando a próxima campanha eleitoral, já que o dinheiro da multa vai para o Fundo Partidário”, esclarece.
Ponta do lápis Indo direto ao ponto: R$ 3,51 multiplicados pela quantidade de eleitores que não votaram no pleito deste ano (12.535) = R$43.997,85 (que vão para o Fundo Partidário). “É uma vergonha ver instituições honestas, como a Santa Casa, passando por dificuldades financeiras, enquanto que os eleitores deixam de votar e acabam financiando partidos políticos. Se o cidadão doasse o dinheiro da multa eleitoral a essas entidades assistenciais e hospitais filantrópicos, já seriam mais de R$ 43 mil no orçamento dessas instituições. Porém, a falta de consciência desses eleitores patrocina a criação de mais partidos políticos”, alfineta Ivan.
Círculo vicioso  No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é possível acompanhar a quantia em dinheiro que cada partido recebe. O montante em 2012, proveniente deste Fundo Partidário, já ultrapassa os R$ 38,4 milhões. “O cidadão foge de suas obrigações eleitorais, depois reclama de político corrupto. Só pode reclamar quem faz a sua parte. Se ele não vota, ele acaba alimentando o círculo vicioso que é o financiamento de partidos e a criação de legendas”.
Movidos pela paixão Porém, o que poucos sabem é que o dinheiro transferido para os partidos políticos fica nas esferas maiores. “Dificilmente, os diretórios municipais vêem a cor desse dinheiro. Inclusive, podemos dizer que a política aqui no interior é movida à paixão, porque faltam recursos. A verba maior distribuída pelo Fundo Partidário fica restrita aos escritórios nacionais e estaduais dos partidos. É aí que vemos candidatos com poucos recursos, fazendo campanhas simples, de bicicletas e muita humildade. Podemos perceber que a política, neste caso, é por amor”, e emenda: “Volto a dizer: é uma palhaçada você ver entidades assistenciais e hospitais filantrópicos, como a Santa Casa, passarem necessidades, e saber que partidos políticos ganham R$ 5 milhões só em recursos recebidos neste ano. Me revolto com isso”, finaliza.
Comarca Em Álvares Florence, dos 3.809 eleitores aptos, 3.539 compareceram às urnas no domingo. Apenas 267 não votaram, o que representa um índice de 7,02% de abstenção, considerado o menor da 147.ª Zona Eleitoral. Em Parisi, o cenário é semelhante. Dos 2.135 aptos, 1.985 cumpriram com suas obrigações eleitorais. Os 150 que não votaram representam 7,03% de abstenção.  Em Valentim Gentil, dos 8.969 eleitores aptos, apenas 7.786 foram às urnas. O índice de abstenção ultrapassou os 13%, já que 1.183 deixaram de exercer sua cidadania.
Brasil Segundo dados do TSE, 22,73 milhões de eleitores não compareceram às urnas para escolher um candidato. Com isso, o nível de abstenção no país chegou a 16,41% dos 138,5 milhões de eleitores do país. No total, 115,7 milhões de eleitores foram às urnas no dia 7 de outubro. Destes, 88,82%, ou 102,8 milhões, foram votos válidos. Os nulos representaram 7,9% dos votos e os brancos, 3,29%. No primeiro turno de 2008, nas eleições anteriores para prefeito e vereador, o índice de abstenção foi mais baixo, de 14,5%.  Proporcionalmente, o estado em que houve maior índice de abstenção em 2012 foi o Maranhão, onde 19,62% dos eleitores não votaram, um total de 894.314 eleitores. Sergipe teve o índice de abstenção mais baixo do país, 7,01%, com 97.162 eleitores faltando à votação.
Regiões Entre as cinco regiões do país, o Norte e o Sudeste tiveram os maiores índices de abstenção, com 17,29% e 17,23% de eleitores faltando à votação. O menor índice de abstenção foi o do Sul do país, com 13,89%. No Centro-Oeste, o índice de abstenção foi de 15,86%, e no Nordeste, 16,36% não compareceram às urnas. Nas capitais, o índice de abstenção foi de 17,46%; contra 16,11% dos municípios do interior. Em relação ao tamanho das cidades, o eleitorado de cidades com menos de 20 mil eleitores teve o menor índice de abstenção, de 12,74%. Nas cidades com entre 10 mil e 200 mil eleitores, a abstenção foi de 16,78% dos eleitores e nas com mais de 200 mil eleitores, de 17,05%.
QUADROS:
Comarca:
Votuporanga Aptos: 66.233 Votaram 53.698 Não votaram: 12.535 Abstenção: 18,93%
Álvares Florence Aptos: 3.809 Votaram: 3.539  Não votaram: 267 Abstenção: 7,02%
Parisi Aptos: 2.135 Votaram: 1.985 Não votaram: 150  Abstenção: 7,03%
Valentim Gentil Aptos: 8.969 Votaram: 7.786 Não votaram: 1.183  Abstenção: 13,19%
(Fernanda Ribeiro – Diário de Votuporanga)

 

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