Prédios públicos não contemplam cadeirantes

Dificuldade para ter acesso aos locais é rotina na vida de quem depende da cadeira de rodas para se locomover pela cidade

Andar por Votuporanga, seja no centro da cidade, no comércio ou pelos bairros parece ser tranquilo e rotineiro para as pessoas. Mas, para quem é cadeirante, essa tarefa é bem mais complicada. As calçadas do município são na maioria em desnível, cheias de buracos e obstáculos, a solução encontrada para quem depende de uma cadeira de rodas é se arriscar a andar pelas ruas, em meio aos carros e motos.

Auro Cleomar Rodrigues, de 53 anos, depende da cadeira de rodas desde os 45 para se locomover. Ele conta que já se acostumou a andar pelas ruas. Porém, as calçadas não são os únicos obstáculos que ele encontra pela cidade. “Tem muitos locais que não há a mínima chance de entrarmos por causa dos degraus, além de rampas irregulares, que se subirmos, voltamos para trás”, disse.

A reportagem o acompanhou em dois locais onde ele diz ser os mais críticos. O primeiro é a Delegacia Seccional de Votuporanga. Já na entrada, há um degrau, e depois há dois lances de escada para atendimentos no piso superior. Funcionários da delegacia informaram que em casos de pessoas com deficiência, e até pessoas acamadas em macas que precisam ir até a unidade, são atendidas normalmente na parte de baixo. Também informaram que há um projeto de reforma do local, e nele já estão especificadas rampas de acesso para os cadeirantes.

Outro prédio público que apresenta problemas é o Cartório Eleitoral da cidade. Na parte da frente, somente escadas. No fundo há uma rampa, mas muito íngreme, o que fez com que a cadeira de Auro voltasse para trás sozinha, o impossibilitando de entrar no local. “Tem também o Poupatempo, em que a rampa que fizeram na rua Mato Grosso está totalmente errada para quem usa a cadeira”, disse Auro.

Comércio

Outro local em que os cadeirantes não conseguem ter acesso é em algumas lojas do centro da cidade. A maioria dos estabelecimentos não possui rampa, sendo só escadas para entrar. A cadeirante Eva Aparecida de Oliveira Barbosa, de 55 anos, é professora aposentada e sempre encontra dificuldades para comprar roupas, calçados e outros itens.

“Os comerciantes poderiam pensar um pouco na gente, a própria Associação Comercial poderia fazer alguma campanha para que as lojas façam entrada com acesso para os cadeirantes. A Prefeitura também poderia orientar, mas a maioria dos donos dos estabelecimentos alega que o prédio é alugado e não podem reformar”, disse. Isabela Jardinetti/A Cidade

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