O relógio corre para os contribuintes que ainda não acertaram as contas com o Fisco. Termina às 23h59 desta sexta-feira o prazo limite para o envio da declaração do Imposto de Renda de 2026. Dados oficiais da Receita Federal apontam que, até a véspera do encerramento, cerca de 5,1 milhões de brasileiros — o equivalente a 11,5% do total de declarantes esperados — ainda não haviam transmitido o documento para o sistema do órgão.
Deixar a entrega para a última hora ou perder o prazo pode trazer prejuízos imediatos ao bolso e dores de cabeça no dia a dia. Quem não enviar a declaração a tempo estará sujeito a uma multa mínima de 165 reais e 74 centavos, valor que pode subir para 1% do imposto devido ao mês, dependendo da situação financeira calculada. Além da punição em dinheiro, o cidadão fica com o CPF classificado como “pendente de regularização”, uma restrição que gera graves entraves civis e comerciais. Autoridades da Receita Federal alertam que as consequências de um documento irregular vão desde o bloqueio para a abertura de contas bancárias e a rejeição automática de empréstimos e financiamentos, até o impedimento para a emissão de passaportes.
É fundamental lembrar que eventuais pendências de anos anteriores ou o fato de estar retido na malha fina não anulam a obrigatoriedade de prestar as contas sobre os ganhos mais recentes. Pelas regras estabelecidas para este ano, estão obrigados a declarar os cidadãos que receberam rendimentos tributáveis acima de 35.584 reais ou que obtiveram faturamento bruto com atividade rural superior a 177.920 reais no ano-calendário. Por outro lado, quem teve ganhos mensais de até dois salários mínimos em 2025 está dispensado da prestação de contas, a menos que se enquadre em alguma outra regra de obrigatoriedade descrita pela lei.
O programa oficial para preenchimento está disponível para a população desde o dia 19 de março e o balanço do órgão mostra a preferência dos brasileiros na hora de enviar os dados. A imensa maioria dos contribuintes optou pelo tradicional programa de computador para fazer o preenchimento, enquanto uma parcela menor preferiu a versão online direto no navegador de internet ou utilizou o aplicativo oficial para celulares e tablets. Como facilidade, quase 60% das pessoas preferiram o modelo de declaração pré-preenchida, ferramenta que puxa dados fiscais de forma automática e exige apenas a conferência do usuário, enquanto o modelo de desconto simplificado foi o escolhido por mais da metade dos declarantes para finalizar o processo.












