Políticos figurões saem derrotados das urnas de domingo

Ex-presidentes da República, ex-presidentes do Congresso Nacional, ex-líderes de governos e ex-ministros de Estado foram barrados pelas urnas do Senado – e consequentemente vão perder o tão almejado foro privilegiado – nas eleições de domingo, 7. Em movimento que mescla protesto e desejo de renovação, os brasileiros rejeitaram figurões que há anos detêm os holofotes da política nacional.

São os casos da ex-presidente da República e Dilma Rousseff, de Eduardo Suplicy e do senador Linddbergh Farias, os três petistas, barrados pelos eleitores em Minas, em São Paulo e no Rio.

Preso em setembro, durante quatro dias, por suspeitas de desvios de recursos em obras quando governava o Paraná, o ex-governador Beto Richa (PSDB) acabou na sexta posição da corrida às duas cadeiras do Estado no Senado. Seu conterrâneo e emedebista Roberto Requião também perdeu. Outro tucano de peso a ser superado pelos rivais foi Marconi Perillo, em Goiás.

Candidato à reeleição, Magno Malta (PR) chegou a ser cotado como vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), mas acabou mesmo derrotado em seu pleito como senador no Espirito Santo. Outros veteranos que tiveram que dizer adeus ao Senado foram Cristovam Buarque (PPS), ex-ministro e ex-governador do DF, e os emedebistas Romero Jucá e Eunício de Oliveira (MDB), atual presidente do Senado.

As urnas também reservaram surpresas para quem buscava uma vaga na Câmara dos Deputados. Filho do senador e ex- presidente Fernando Collor, Fernando James Braz Collor de Mello, foi um deles.

Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, ambos candidatos do MDB, também não conseguiram se eleger deputados. Leonardo Picciani, filho de Jorge Picciani, não conseguiu voltar a Brasília. Cristiane Brasil (PTB), filha de Roberto Jeferson, perdeu a reeleição. E veteranos como Roberto Freire (PPS) e Nelson Marquezelli (PTB) ficaram igualmente de fora.

Dois senadores adversários, ambos envolvidos na Lava Jato, que optaram por tentar a Câmara, foram bem sucedidos: Aécio Neves (PSDB-MG) contabilizou agora modestos 106 mil votos. Já Gleisi Hoffmann (PT-PR) conquistou o dobro de Aécio, cerca de 212 mil.

0 Comentários

Deixe um Comentário

4 × 3 =

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password