Polícia confirma PCC em oito cidades da região

Chamado de “lenda” pelo governador Geraldo Alckmin, o Primeiro Comando da Capital (PCC) mantém raízes sólidas na região de Rio Preto. Nos últimos dez anos, 260 integrantes da maior facção criminosa do País, atuante dentro e fora dos presídios, foram presos pela polícia no Noroeste paulista, incluindo 19 líderes, por assassinatos decorrentes de tribunais do crime, assalto a mão armada e tráfico.

Somente nos últimos 15 dias, a polícia diz ter detido seis integrantes da facção na região, por tráfico e roubo. Mas o PCC deu o troco, e no último dia 6 resgatou um integrante do grupo preso no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Rio Preto.

Há cerca de dois meses o partido, como é chamado pelos criminosos, vive uma guerra não declarada com a polícia paulista após a morte de assaltantes pela Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), no início do ano. Acuado pela ofensiva policial, o comando do PCC teria determinado a aplicação da “cláusula 18” de seu estatuto: “Vida se paga com vida e sangue se paga com sangue”.

Segundo o promotor João Santa Terra Júnior, do Gaeco, braço do Ministério Público que investiga o crime organizado, a região de Rio Preto é estratégica para o PCC por integrar a denominada “rota caipira” do tráfico, principal fonte de renda do grupo. “Somos passagem obrigatória para a droga que a facção adquire na Bolívia e leva até a Capital”, diz o promotor.O Primeiro Comando controla boa parte do comércio de drogas na região, conforme comprovou a Polícia Federal na Operação Gravata – 43 pessoas, incluindo os irmãos Gilberto e Gilson Torres, líderes da facção em Catanduva, respondem a processo na Justiça por integrar esquema de tráfico que despejava, por mês, cerca de 30 quilos de cocaína no Noroeste paulista.

Bocas de fumo

Atualmente, o PCC comanda bocas de fumo em pelo menos 11 bairros de quatro das principais cidades da região. “Temos inquéritos em andamento que investigam a presença deles em pontos de venda de droga nos bairros São Bernardo, Souza e Beija-Flor”, diz o delegado de Mirassol Éder Galavotti. Em Rio Preto, segundo a PM, a facção tem forte presença no comércio de drogas dos bairros Solo Sagrado e Santo Antonio. Além do tráfico, o PCC se capitaliza com bingos, rifas e festas.

Reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” no início do mês informa, com base em planilhas da própria facção em poder do Ministério Público, que o PCC está presente em oito cidades da região: Rio Preto, Mirassol, Catanduva, Votuporanga, Potirendaba, Olímpia, Barretos e Bebedouro.  diarioweb

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