Polícia já tem suspeito no caso da professora desaparecida

A Polícia Civil de Catanduva abriu uma nova linha de investigação sobre o desaparecimento da professora Fabiana Cristina de Paula, 36 anos, no dia 27 de julho.

Um homem, acusado de praticar cinco estupros na cidade, foi preso no dia 28 de agosto por porte ilegal de armas, mas levantou suspeita do delegado Hélvio Roberto Bolzani, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Catanduva.

O suspeito, que não teve nome divulgado, foi preso depois de tentar armar uma emboscada para uma mulher. Segundo a polícia, ele entrou em contato com a vítima afirmando estar com sua bolsa que tinha sido furtada. Para devolvê-la, insistiu que ela fosse de carro, sozinha, até o bairro Tarraf 2, às 19h30.

“Ela ficou com medo, então chamou alguns amigos. Quando chegaram lá ele estava com um capuz na cabeça, pronto para esconder o rosto, uma camiseta preta de manga comprida e luvas. Os amigos da moça o seguraram e acionaram a polícia”, conta o delegado.

Com o homem foram encontradas uma arma de brinquedo e uma garrucha com dois cartuchos. “Como não teve o estupro e nem a tentativa, só a preparação, ele foi preso por porte ilegal de armas”, conta Bolzani.

Até esse momento nada ligava o homem ao caso da professora, até que o delegado viu a vítima. “O biotipo dela é o mesmo do da Fabiana, além disso o local era muito próximo ao local onde o carro foi encontrado. Com isso, resolvemos aprofundar a investigação”, afirma. Além da vítima que ajudou na prisão do suspeito, outras quatro foram localizadas e o reconheceram.

Segundo o delegado, as coincidências nos casos são enormes: todas as mulheres tem características físicas parecidas, nomes que começam com a letra “F”, idades entre 36 e 40 anos, divorciadas, moram sozinhas e todos os ataques aconteceram em local próximo de onde o carro da professora foi encontrado e o suspeito mora a dois quarteirões da casa de Fabiana.

“Não temos certeza de nada. As investigações mostram que ele analisava a rotina das vítimas, sabia hora que ia trabalhar, almoçar, etc. Planejava bem todos os ataques. Ele nega todos os estupros e também nega conhecer ou ter tido qualquer contato com Fabiana. Agora, estamos aguardando o laudo sobre o carro dela, que deve ficar pronto logo, para ver se encontramos alguma ligação, prova”, diz Bolzani.

Depois de reconhecido pelas vítimas, o homem foi encaminhado à cadeia de Novo Horizonte, onde deve permanecer por 30 dias.

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