dom, 27 de setembro de 2026

Polícia Federal indicia oito pessoas por esquema bilionário de lavagem de dinheiro em Rio Preto

A Polícia Federal concluiu o inquérito que apurou a atuação de um grupo suspeito de operar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro oriundo do jogo do bicho e de máquinas de vídeo-bingo. Ao todo, oito pessoas foram indiciadas por organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes com penas que variam de três a dez anos de prisão. O relatório final da corporação foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o material para decidir se oferece denúncia formal à Justiça.

As investigações, realizadas em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), revelaram que a rede criminosa foi estruturada em São José do Rio Preto e movimentou cerca de R$ 2 bilhões entre 2019 e 2026. Apontados como líderes da organização, o empresário Alessandro Marcos Malavasi e seu filho, o construtor Nathan Malavasi, usavam empresas de fachada registradas no setor de eventos e uma construtora de imóveis de alto padrão para dissimular a origem ilícita dos recursos. O esquema utilizava máquinas de cartão e transações via PIX nesses CNPJs para receber apostas ilegais efetuadas principalmente no Rio de Janeiro, driblando os sistemas de fiscalização bancária.

Para interromper a rastreabilidade dos valores digitais, o grupo realizou mais de R$ 100 milhões em saques de dinheiro em espécie, que eram destinados ao pagamento de prêmios, repasses a contraventores e financiamento de milícias. Com a deflagração da operação e a prisão dos principais suspeitos, a polícia identificou movimentações de bens para o exterior e tentativas de fuga do país por parte de integrantes da rede. O processo segue em análise judicial, enquanto as defesas dos investigados declararam que confiam no devido processo legal e aguardam o avanço das manifestações da Justiça. Fonte: G1

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