Polícia de Fernandópolis prende quadrilha que fraudava vestibulares

Investigação começou em outubro e foi concentrada na Polícia Civil. Durante as investigações, 18 estudantes foram presos.

Investigações da polícia de Fernandópolis (SP) levaram a prisão nesta quarta-feira (1º) de uma quadrilha que fraudava vestibulares na região noroeste paulista e em outros seis estados. Os suspeitos foram encontrados nas cidades de Goiânia (GO) e Itápolis (SP). No decorrer do processo, 18 vestibulandos, que teriam se beneficiado pelo esquema criminoso, também foram presos. Computadores, celulares, um ponto eletrônico e documentos usados para fraudar vestibulares foram apreendidos na casa dos suspeitos. Três pessoas apontadas por comandar o esquema foram presas.

O ponto inicial das investigações foi um vestibular de medicina, realizado em uma faculdade de Fernandópolis. A empresa contratada para aplicar a prova levantou a suspeita de fraude. A partir daí, os investigadores da cidade tiveram ajuda de policiais de outras partes do país para checar a quadrilha.

O esquema funcionava da seguinte e forma: pessoas contratadas pela quadrilha se passavam por candidatos, faziam a prova, saíam da sala antes de terminar o horário de entrega do teste e passavam as respostas para os integrantes do esquema. As respostas eram repassadas por mensagem de texto, a quem havia pagado.

A investigação, que começou em outubro do ano passado, foi concentrada na Polícia Civil de Fernandópolis. “O curso preferido era medicina e detectamos também que haveria fraude em Uberaba e São João da Boa Vista, que comunicamos a polícia local e houve prisões em flagrante de vários candidatos. São autores e co-autores dos crimes e podem até serem presos”, afirma o delegado Gerson Piva.

Durante as investigações, 18 estudantes, que teriam pagado para receber as respostas, foram presos. O delegado responsável pelo caso diz que, o grupo agia há cerca de 20 anos e cobrava de R$ 40 mil a R$ 60 mil pelo gabarito das avaliações. A polícia quer saber agora quem são as pessoas contratadas para responder as provas e repassar as respostas. “As investigações prosseguem para identificar outros membros ou de outras fraudes que podem ocorrer em outras faculdades. As universidades são de ajuda fundamental, qualquer fato anormal deve acionar durante o vestibular a polícia a local”, diz o delegado.

Os estudantes presos durante a investigação pagaram fiança e respondem ao processo em liberdade. Um advogado de Caconde (SP) também suspeito de fazer parte do esquema está foragido. A universidade de Fernandópolis, onde houve a fraude que começou as investigações, informou que depois da identificação da fraude reforçou os cuidados. A instituição disse que aumentou o número de fiscais durante os processos seletivos e são usados detectores de metais para impedir a entrada de celulares, e que ainda instalou um equipamento que impede a transferência de dados nos locais das provas. A universidade não é investigada. G1

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password