Polícia cumpre mandado e prende padre Donizeti

O padre Aparecido Donizeti Bianchi, 58 anos, ex-pároco da Sé Catedral de Rio Preto, foi preso na manhã desta terça-feira, 18, em Rio Preto. Ele foi levado à carceragem da Central de Flagrantes por uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, em cumprimento a um mandado de prisão expedido no dia 9 de setembro, referente a um processo por embriaguez ao volante em que o padre é reu desde 2011.

Donizeti foi preso por volta das 9h, momentos após sair de casa para ir ao dentista. O eletricitário Angelo Aparecido Bianchi, irmão e curador do padre, que está interditado, disse que a polícia procurou o pároco em casa. O próprio irmão acompanhou os policiais até o consultório do dentista, de onde Donizeti foi conduzido à delegacia, sem algemas.

De acordo com Angelo, Donizeti estava em casa havia apenas uma semana. Estava antes internado em uma clínica para idosos em Rio Preto. O irmão acredita que a prisão do padre foi injusta. “Isso aconteceu em 2009. Desde então, muita coisa mudou. Meu irmão está doente. Você precisa ver a quantidade de remédios que eu precisei levar pra ele lá na cela”, disse. A família pretende recorrer da decisão.

A denúncia se refere e um episódio ocorrido no dia 30 de maio de 2010, quando o padre foi detido dirigindo embriagado na rodovia BR-153, em José Bonifácio. Na ocasião, o teste do bafômetro apontou que Donizeti tinha concentração de álcool superior a 0,6 gramas por litro de sangue. Testemunhas relataram na época que o pároco fazia zigue-zague com o carro pela rodovia e teria invadido a contramão, obrigando motoristas que seguiam no sentido contrário a desviar do veículo que ele dirigia.

Antes disso, o padre já havia se envolvido em outras seis ocorrências desde 2006, e condenado, em 2008, a 2 anos e seis meses de prisão por dirigir embriagado. Em abril de 2011, Donizeti dirigia um Volkswagen Gol quando bateu de frente com um caminhão na vicinal que liga o distrito de Ubarana ao distrito de Santa Luzia. Devido ao acidente, o padre chegou a ficar internado por 31 dias no Hospital de Base, com lesões no tórax e crânio e teve múltiplas fraturas, chegando a correr risco de morte.

A reportagem do Diário procurou, na noite desta terça-feira, 18, a assessoria da Diocese de Rio Preto, da qual Donizeti faz parte, mas ninguém foi localizado para comentar o caso. Gabriel Vital/Diário da Região

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