Investigação aponta que alvo dos disparos era o motorista do carro em que estava Letícia Monteiro Vila Nova, de 27 anos, em 16 de novembro, em São José do Rio Preto (SP). Suspeitos vão responder por homicídio triplamente qualificado e tentativas de homicídio.
A Polícia Civil concluiu que a enfermeira Letícia Monteiro Vila Nova, de 27 anos, foi assassinada por engano numa emboscada em novembro do ano passado em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Uma das suspeitas, que está presa preventivamente, foi denunciada à Justiça nesta semana pelo Ministério Público, enquanto outro está foragido (leia mais abaixo).
Letícia estava no banco do passageiro do carro, com a irmã e dois amigos, quando uma motocicleta, com duas pessoas, se aproximou e o garupa efetuou pelo menos sete disparos de arma de fogo contra o automóvel.
Letícia foi atingida por um tiro na região da costela e morreu no local. O homem que estava no banco traseiro foi baleado duas vezes, mas sobreviveu. Já a irmã de Letícia e o motorista não ficaram feridos.
O alvo, segundo a investigação da polícia, seria o motorista do carro em que ela estava, de 30 anos, que não vai ser identificado pela reportagem. Jaqueline Andreza da Silva e o namorado dela, Matheus Henrique Alves Pimenta, são os suspeitos do crime.
O relatório final do inquérito da Polícia Civil, concluído pelo delegado André Amorim, tem quase 300 páginas e reúne laudos periciais, depoimentos de testemunhas e elementos colhidos ao longo de seis meses de investigação.
O documento na íntegra foi obtido pela produtora de reportagem da TV TEM, Janaína de Paula, e pela repórter Monize Poiani. Elas ainda tiveram acesso às imagens de câmeras de monitoramento que registraram momentos em que o carro das vítimas foi acompanhado pelos suspeitos. Assista acima.
Perseguição na saída de boate
Segundo a investigação, a perseguição começou em uma boate. Depois da saída da casa noturna, em um posto de combustíveis, uma das imagens mostra os investigados em uma motocicleta, monitorando o carro em que as vítimas estão.
De acordo com a Polícia Civil, Jaqueline e Matheus seguiram o veículo após a saída do posto. O crime ocorreu em frente a um condomínio de prédios, na Avenida Ernani Pires, no bairro Porto Seguro.
Segundo a polícia, o motorista saiu do veículo após os disparos e foi flagrado pela equipe que atendeu a ocorrência enquanto tentava pular o muro de um prédio. Ele tem antecedentes criminais por porte ilegal de arma de uso restrito e associação criminosa.
Em depoimento à polícia, ele negou ter inimigos e disse desconhecer a motivação do atentado.
O crime
O crime aconteceu no início da manhã do dia 16 de novembro do ano passado. Para simular o crime, a reportagem usou Inteligência Artificial. Veja acima.
No local, policiais apreenderam cápsulas de munição calibre 9 milímetros. O delegado responsável pelo caso afirmou que a motivação do crime ainda não foi esclarecida.
Segundo a Polícia Civil, Jaqueline pilotava a motocicleta que era dela, enquanto Matheus é apontado como o autor dos disparos. Após o crime, ele fugiu e continua foragido da Justiça até a tarde nesta sexta-feira (8).












