Polícia Civil identifica suspeitos de matar Drº Hedilon

A Polícia Civil acredita já ter identificado dois suspeitos do assassinato que chocou Votuporanga e região. O médico oftalmologista da Santa Casa de Votuporanga Hedilon Basílio Silveira Júnior, 50 anos, foi morto na madrugada de ontem, em General Salgado, atingido pelo golpe de um facão na cabeça e um tiro de garrucha no peito.

Duas pessoas suspeitas de cometer os crimes já foram identificadas, A.D.B., 62 anos, e a companheira dele E.P.C., foram reconhecidos por duas vítimas como autores do crime que chocou a região. Arrendatário do sítio pertencente a Hedilon, o homem suspeito move três processos contra o médico, questionando o contrato de arrendamento.

O soldador Carlos Alberto Oliveira, 42 anos, que estava com o médico porque tinha feito um serviço para ele, foi mantido refém na condição de motorista na fuga dos suspeitos. Ele foi obrigado a dirigir para um dos bandidos levando o corpo na caçamba do carro da própria vítima. “A gente tinha ido à propriedade dele antes, e depois que eu arrumei o poço nós passamos no sítio que estava arrendado. O doutor queria mostrar um cavalo para o amigo dele, que estava conosco”, afirma o soldador.

Ainda de acordo com ele, quando chegaram à propriedade arrendada, todos desceram da caminhonete e o médico bateu na porta para chamar o arrendatário. Nesse momento o médico foi surpreendido por um homem que desferiu um golpe de facão na cabeça do médico. “Depois que acertaram a cabeça dele com o facão, outra pessoa disparou um tiro de garrucha no peito dele. O médico caiu morto”, explica.

Outros dois criminosos que estavam no interior da casa amarraram o soldador e o amigo do médico, Francisco da Rocha, 71 anos. O caseiro contratado pelo médico para trabalhar na propriedade, Luciano Gonçalves Leite, 36 anos, também foi rendido pelos criminosos.

“Depois que eles viram que o médico estava morto mandaram que colocar – eu e o Francisco – o corpo na caçamba da caminhonete e mandaram que eu assumisse a direção. Enquanto isso, o caseiro e o idoso foram colocados em um Astra dirigido por um dos bandidos. Nesse carro estavam mais dois do bando”, afirma o soldador.

Acompanhado de um dos bandidos na caminhonete, Carlos foi obrigado a percorrer o mesmo caminho que o Astra. Os dois carros seguiam por uma estrada de terra sentido Santo Antonio do Aracanguá. “Em um certo ponto, ainda em General Salgado, o bandido que estava comigo no carro mandou que eu parasse para ele urinar. Quando ele saiu do carro eu arranquei com a caminhonete e deixei ele lá”, conta o soldador que fugiu com o corpo do médico na caçamba até o posto da Polícia Rodoviária Estadual.

De acordo com o boletim de ocorrência, os criminosos que estavam no Astra foram até uma ponte em Santo Antonio do Aracanguá e empurraram o idoso e o caseiro na represa de uma altura de 15 metros e fugiram em seguida. Os dois sobreviveram a queda e procuraram a delegacia de polícia, onde foi lavrado o boletim de ocorrência de tentativa de homicídio.

O caso será investigado pelo delegado de General Salgado, Eugênio Dias do Valle. Segundo informações do investigador Claudemiro Mazuque, que participou das diligências da polícia, o arrendatário do sítio, movia três processos contra o médico por problemas no contrato assinado entre as partes. “Eles estavam brigando na Justiça, pode ser que esse seja o motivo do crime. Mas tudo ainda será investigado”, afirma o investigador.

O delegado não foi encontrado na delegacia e nem em sua residência para comentar o assunto. De acordo com os funcionários da delegacia ele estava em diligências. O delegado assistente da delegacia seccional de Araçatuba, Fábio Neri Pistori, também não atendeu a reportagem, através da secretária ele disse que apenas o delegado de General Salgado poderia falar sobre o caso.

A mulher de Hedilon, Juliana Webb Silveira, acredita que o marido foi vítima de uma emboscada. “Meu marido foi assassinado em uma emboscada e eu estou muito triste. Não gostaria de falar mais nada sobre esse assunto”, afirma. O advogado Gustavo Henrique Finato Cunali, que também é primo de Hedilon, afirmou que existem os processos tramitando na Justiça, mas se negou a passar qualquer informação sobre o caso. “Não vou falar nada sobre isso em respeito a família que está passando por um momento muito doloroso”, afirmou. Todos os envolvidos estão foragidos.

diarioweb

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