Delegado Higor Jorge relata sobre o caso, que envolveu uma criança, e foi conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A Polícia Civil de Santa Fé do Sul apresentou esclarecimentos oficiais sobre a prisão em flagrante de um entregador, suspeito da prática de estupro de vulnerável, ocorrida durante uma entrega domiciliar no município. O caso, que envolveu uma criança, foi conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e teve resposta imediata das forças de segurança.
De acordo com o delegado de Polícia Civil Higor Vinicius Nogueira Jorge, responsável pelo procedimento, o fato ocorreu por volta das 11h20, quando um entregador compareceu a uma residência para realizar uma entrega. No momento em que a mãe se deslocava para atender ao portão, a criança, por curiosidade, se adiantou por instantes para receber a encomenda. Nesse breve intervalo, o entregador teria aberto o zíper da calça e exibido o órgão genital à vítima.
Segundo o delegado, a criança entrou imediatamente na residência e relatou o ocorrido à mãe, que agiu de forma correta e rápida, acolhendo a vítima e acionando a polícia. Familiares e pessoas próximas iniciaram buscas na região, com apoio inicial de um policial militar, até a chegada das equipes da Polícia Militar, o que possibilitou a localização rápida do suspeito.
Prisão em flagrante e enquadramento legal
A prisão em flagrante foi formalizada ainda no mesmo dia. O delegado explicou que o flagrante se caracteriza pela imediatidade entre o fato, a comunicação e a localização do suspeito, conforme previsto em lei. “O tempo é determinante nesses casos, tanto para localizar o autor quanto para preservar elementos importantes da apuração”, destacou.
Quanto ao enquadramento jurídico, o caso foi registrado como estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal), considerando a idade da vítima e a natureza sexual da conduta. O delegado esclareceu que, mesmo havendo questionamentos sobre se tratar “apenas” de exibição, a legislação brasileira confere proteção máxima à criança, exigindo resposta firme do Estado diante de qualquer ato de cunho sexual direcionado a menores.
Procedimentos adotados na Delegacia
Na Delegacia de Defesa da Mulher foram adotadas todas as providências legais, incluindo o registro detalhado do boletim de ocorrência, a oitiva de familiares, testemunhas e policiais envolvidos, além das comunicações obrigatórias ao sistema de Justiça. Por envolver criança, o procedimento observou o princípio da proteção integral, com cuidado para evitar exposição e revitimização da vítima.
O delegado ressaltou ainda que a investigação não se baseia apenas em eventual confissão, mas em um conjunto de elementos objetivos, como relatos formais, cronologia dos fatos, identificação do prestador de serviço, registros da entrega, imagens de câmeras de segurança e testemunhos.
Transparência com responsabilidade
A Polícia Civil informou que presta esclarecimentos à sociedade, mas sem divulgar dados que possam identificar a criança, a família ou o endereço. “Transparência não é exposição. Informamos o essencial: houve uma conduta criminosa, houve denúncia imediata e houve resposta do Estado”, enfatizou o delegado.
Orientações de prevenção em entregas domiciliares
Como forma de utilidade pública e prevenção, a Polícia Civil orienta a população a adotar medidas simples, mas eficazes:
• Crianças não devem receber entregas sozinhas;
• Sempre que possível, atender entregadores mantendo barreira física e distância, como portão ou porta parcialmente fechados;
• Manter câmeras ou campainhas com vídeo em funcionamento;
• Diante de qualquer conduta inadequada, acionar imediatamente o 190, anotar o horário e preservar os dados da entrega;
• Evitar exposição do caso em redes sociais, para não revitimizar a criança nem prejudicar as diligências.
“A denúncia imediata é decisiva. Ela ganha tempo, preserva provas e protege a vítima. Em situações envolvendo crianças, cada minuto conta”, concluiu o delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge. A Polícia Civil reforça que conduz o procedimento com rigor técnico e responsabilidade institucional, destacando que a colaboração da sociedade é fundamental para a rápida resposta e a efetiva apuração dos fatos. Informamais:












