Polícia Civil de Votuporanga paralisa atendimento

Polícia Civil de Votuporanga paralisa atendimento por seis horas “Operação Blecaute”, realizada diversas vezes nos últimos meses, tem como objetivo denunciar a desvalorização dos profissionais por parte do governo André Nonato De Votuporanga A Polícia Civil paralisou ontem suas atividades na grande maioria das delegacias do estado de São Paulo.

 

Delegados, agentes e escrivães pararam seus trabalhos na greve conhecida como “Operação Blecaute”, realizada diversas vezes nos últimos meses e que tem como maior objetivo denunciar a desvalorização da Polícia Civil por parte do governo de São Paulo.

 

Em Votuporanga, as delegacias ficaram abertas, mas os policiais cruzam os braços das 10h às 16h. Neste período do dia, os policiais do Plantão Policial Permanente, DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), 1º Distrito Policial e Necrim (Núcleo Especial Criminal) realizaram somente procedimentos internos, sem serviços de atendimento ao público como o registro de boletim de ocorrência.

 

Entre as reivindicações feitas pela Polícia Civil ao governo estadual estão “a realização de concursos públicos para as diversas carreiras policiais, ante a defasagem de servidores que se aposentaram e outros não foram designados, visando o atendimento do público que procura as repartições policiais e os trabalhos de Polícia Judiciária, principalmente no tocante a investigações, policiamento ostensivo especializado e ainda melhoria dos salários dos policiais civis”, afirma nota enviada à imprensa pelos policiais civis na segunda-feira. Segundo a presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, Marilda Pansonato, policiais civis paulistas ocupam a última posição no ranking salarial dos policiais brasileiros.

 

No quadro de funcionários da Polícia Civil, das 35 mil vagas disponíveis há somente 28 mil preenchidas. “O resultado é que não conseguimos investigar como se deveria. A Polícia Civil acaba investigando somente os crimes que causam repercussão. Nos demais crimes, praticamente não há investigação”, afirmou Marilda. O Sindicato dos Investigadores também pretende pressionar o governo nos próximos dias em defesa da carreira.

 

Segundo o presidente do sindicato, João Rebouças, a categoria quer que seja cumprida a Lei 1.067, já aprovada na Assembleia Legislativa, que prevê a efetivação do nível superior em carreiras de escrivão e investigador. “O governo não manda sequer um interlocutor para dialogar e, se essa postura permanecer, podemos convocar greve”, disse Rebouças. CRED: André Nonato/O Jornal LEG: Policiais do plantão não realizaram registro de boletim de ocorrência ontem. André Nonato O Jornal

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