Polícia apura novas informações sobre o caso Érica

O crime que deixou a cidade inteira revoltada no último final de semana, começa a ser analisado minuciosamente pela Polícia Civil de Votuporanga e pode apresentar novidades em breve.

 

O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) João Donizete Rossini, afirmou ao A Cidade que o inquérito policial sobre o caso deve ser concluído em um período de 30 dias e por se tratar de início de trabalhos, ele não quis dar detalhes sobre as investigações, mas afirmou que novos detalhes estão sendo investigados e serão divulgados assim que forem confirmados.
Por estarem envolvidos na investigação de novas informações, o delegado e sua equipe adiaram o depoimento de Wilson Aparecido Rodrigues, de 49 anos, suspeito confesso do roubo, cárcere privado e assassinato de Érica Diogo de Oliveira Guilherme, de 33 anos, entre a noite de quinta-feira (20) e a madrugada de sexta-feira (21). O depoimento seria realizado ontem, na cela onde o indivíduo permanece preso na Cadeia Pública local.
Os trabalhos estão no início. A princípio, a polícia divulgou que não havia uma motivação oculta no crime, mas que a moça foi escolhida pelo assassino por ser tratar de uma “presa fácil”.
Wilson foi preso na tarde de sábado, em Cardoso, cidade onde mora, após ser reconhecido pelas imagens do circuito interno do supermercado e de um estabelecimento comercial no final da rua Amazonas, que foram divulgadas na internet.

 

Segundo informações obtidas pela reportagem, familiares do suspeito estavam em uma loja no Centro de Votuporanga, quando funcionários começaram a ver o vídeo do rapto que mostravam o suspeito. Os parentes afirmaram que conheciam o sujeito das imagens, informaram que ele era de Cardoso, o que chamou a atenção de um policial que estava no local.

 

A informação foi imediatamente passada a todo o efetivo policial, que se deslocou a Cardoso e efetuou a prisão.
Wilson Aparecido Rodrigues se encontra preso na Cadeia Pública de Votuporanga em uma cela separada dos demais detentos, e deve permanecer no local enquanto continua essa fase de investigações. Posteriormente, o suspeito será transferido para o CDP, Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto. O delegado João Donizete Rossini afirmou que em 35 anos de carreira, este caso foi o mais chocante desde que faz parte do quadro de funcionários da Polícia Civil do Estado.
O delegado afirmou que Wilson Rodrigues é uma pessoa fria e calculista e o classificou como um criminoso psicopata. Rossini explica que a sua equipe de investigação trabalhou em conjunto com a Polícia Militar desde as primeiras horas da última sexta-feira, quando foi registrada a ocorrência de desaparecimento de pessoa naquela madrugada no Plantão Policial. E diz que: “a polícia fez o que tinha que ser feito, infelizmente, tratamos de um psicopata que assassinou friamente a mulher”, disse.

 

Sobre o depoimento do acusado, o delegado disse a reportagem que ele não deu muitos detalhes sobre a morte no dia de sua prisão, ficando o depoimento formal marcado para ontem, na Cadeia Pública de Votuporanga e não na DIG. Segundo Rossini, o assassino deverá permanecer recolhido na Cadeia de Votuporanga pelos próximos 30 dias, prazo para a conclusão das investigações.
O delegado Rossini disse que as investigações ainda estão em seu curso inicial e que muitas informações ainda serão levantadas pela polícia. No primeiro momento, ele afirmou que o acusado não conhecia a vítima e que sequestrou Érica por acreditar que era uma “presa fácil”, pois estava sozinha no supermercado, mulher e de corpo franzino. A Polícia Civil vai pedir a realização de exame sanidade mental de Wilson Aparecido Rodrigues, além de exames periciais no veículo da vítima para constatar se houve agressão ou golpes de faca na vítima, e aguarda os laudos da autopsia no corpo da vítima. Érica sofreu pelo menos cinco golpes de facas, e não três, como se achava. (Foto: Votunews)

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