Polícia acredita em execução de empresário

Corpo foi encontrado dentro de um carro de luxo, ainda ligado

 

 

A Polícia Civil vê indícios de execução no assassinato do empresário Sergio Teixeira, de 60 anos, encontrado morto com três tiros na cabeça dentro do próprio carro, na avenida Alfredo Folchini, às margens da rodovia Washington Luís (SP-310), na estância Jockey Clube, em Rio Preto. Ninguém foi preso pelo crime.

O carro de luxo do empresário, um Audi TT, modelo coupé, foi encontrado por um morador às 5h desta sexta-feira, 16, parado no meio da avenida. O veículo estava ligado, com o corpo do empresário dentro. O morador chegou a pensar que o motorista tivesse dormido ao volante. Só descobriu que era um homicídio ao chegar mais perto e ver a cabeça atingida por disparos.

Sérgio era fotógrafo e também atuava como corretor de imóveis. Morava em Catanduva. Ele vinha regulamente para Rio Preto para fazer negócios e se encontrar com amigos que tinha na cidade.

O delegado de plantão da Central de Flagrantes, Marcelo Guarnieri Parra, que esteve no local do crime, afirma que há indícios de que Sérgio foi parado no local, por uma pessoa que conhecia, porque não há no veículo sinais de abordagem violenta, nem marcas de frenagem na pista.

“A princípio cremos numa execução. Não sabemos ainda se houve um contato anterior. Isso vai ser conferido por meio do celular dele. Tudo leva a crer que teve uma combinação prévia. E chegando este contato houve esta execução. O vidro lateral da porta do veículo (lado dele) estava aberto, sem sinais de disparo de armas. Por tudo isto, acreditamos numa execução. O motivo, nós vamos investigar”, afirma o delegado. Em apuração preliminar, nada foi levado do carro, avaliado em cerca de R$ 150 mil.

O celular do empresário foi enviado para o Instituto de Criminalística para verificar quais foram as últimas ligações efetuadas e recebidas, e também serão checados os históricos de troca de mensagens nos aplicativos dos celulares.

Três delegados da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Alceu Lima de Oliveira Júnior, André Balura e Wander Solgon, estiveram no local do crime para acompanhar a retirada do corpo e de objetos do carro do empresário.

Equipes de investigadores estão percorrendo os locais em que a vítima passou antes de ser morta, em busca do autor do crime. Até o fechamento da edição, a polícia não tinha pista do autor do homicídio.

O empresário era muito conhecido em Catanduva por manter uma coleção de espadas. O corpo dele vai ser enterrado neste sábado, dia 17, em Catanduva, mas até o fechamento desta edição, não estava definido o horário do sepultamento.

Números

Com essa morte, Rio Preto chega a 11 homicídios no ano. Foram três casos em janeiro, seis em fevereiro e, até o momento, dois em março. Do total de assassinatos, três foram latrocínios (roubo seguido de morte).

 

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