PM assassinado em tiroteio é sepultado sob forte comoção

O corpo do soldado Yuri José da Silva, 27 anos, assassinado em Bauru por um acusado de tráfico, que foi morto pela polícia depois em uma troca de tiros, foi sepultado na tarde desta terça-feira (4), em Marília, sob forte comoção de familiares, amigos e companheiros de farda. Ele morreu em um tiroteio com acusados de tráfico na madrugada desta terça. O soldado Tiago Rodrigues Palma levou um tiro no peito e outro na perna e está internado em estado grave no Hospital da Unimed de Bauru. Um dos suspeitos morreu. O irmão dele conseguiu fugir (leia mais abaixo).

O soldado Yuri foi velado no Velório Municipal de Marília. O enterro ocorreu no fim da tarde de hoje, no Cemitério da Saudade, também em Marília. A cerimônia contou com um grande número de policiais de toda a região e do comandante-geral da PM do Estado de São Paulo, Benedito Roberto Meira.

Douglas Reis
Despedida – PM Yuri foi velado e enterrado com honras militares e sob forte comoção de familiares e amigos

Os poucos metros que separavam o local do velório ao do enterro pareciam uma eternidade. Em uma das pontas do caixão, estava o bombeiro Fábio de Lima Félix. “Eu me formei com o Yuri em 2005. Era um cara excepcional. Tranquilo e equilibrado. Não dá para acreditar”.

Já no cemitério, a cerimônia militar começou com uma salva de tiros. A cada disparo barulhento – semelhante ao que levou a vida de Yuri – aumentava o som do choro dos familiares e amigos.

“O momento é de reverência a um herói. Ele sempre foi audacioso, justo, equilibrado e honesto. Descanse em paz, soldado Yuri”, discursou o comandante do 4º BPM-I, tenente-coronel Walter Oliveira.

A bandeira do Brasil que cobria o caixão foi cuidadosamente retirada e dobrada. A esposa de Yuri a recebeu das mãos do comandante Meira. Talvez mais simbólico do que toda a cerimônia foi ela enxugar as lágrimas no pano. Ela pedia a todo instante que Yuri a ajudasse a continuar vivendo.

O soldado Yuri ingressou na Polícia Militar em 25 de julho de 2005. De acordo com o comando do Quarto Batalhão da Polícia Militar (4º BPM/I), possuía 11 elogios por ocorrências de prisão em flagrante.

O tiroteio

Um policial militar morreu e outro ficou gravemente ferido após troca de tiros na quadra 3 da rua Thomaz Bosco, no Jardim Ouro Verde, em Bauru, na madrugada desta terça-feira (4). Um dos suspeitos tentou fugir, mas, durante troca de tiros, morreu baleado.

Douglas Reis
PM morre em troca de tiros com suspeito no Jardim Ouro Verde

Em nota oficial, a Polícia Militar (PM) informou que, por volta das 2h, uma equipe policial realizava patrulhamento pelo bairro, quando abordou Rodrigo Fabiano Fernandes que, ao ver a aproximação dos militares, apresentou atitude suspeita.

Durante a abordagem, os policiais localizaram certa quantidade de entorpecentes e, diante dos fatos, o algemaram. Porém, o irmão dele, Rafael Maurício Fernandes, se aproximou dos PMs e, armado com revólver, efetuou disparos contra o soldado Yuri José da Silva, 27 anos, e o soldado Tiago Rodrigues Palma.

Yuri foi atingido na região das costas e cabeça. Palma foi baleado na perna e tórax. Em seguida, Palma, mesmo ferido, conseguiu desarmar Rafael, mas os irmãos fugiram do local.

Os policiais foram socorridos, porém, devido à gravidade dos ferimentos, Yuri não resistiu e morreu. Palma permanece internado no Hospital da Unimed em estado grave, mas estável.

Reprodução/Facebook
PM Yuri foi morto durante operação no Jardim Ouro Verde

Suspeito também morre

Policiais militares foram acionados para o apoio da ocorrência e localizaram Rafael no interior de uma residência, próximo à quadra 12 da rua Giocondo Turini. Ele reagiu à prisão, houve troca de tiros e foi baleado. Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ele está sendo velado na sala 2 do Centro Velatório Terra Branca da Vila Falcão. O sepultamento será nesta quarta-feira (5), no Cemitério do Jardim do Ipê. O horário não foi informado.

Outras equipes policiais realizaram patrulhamento pelo bairro, mas Rodrigo, até o momento, não foi localizado.

Ainda de acordo com a polícia, Rafael Mauricio Fernandes e Rodrigo Fabiano Fernandes foram investigados acusados de praticarem um roubo em uma república de estudantes no dia 23 de agosto de 2013.

Segundo o relato das vítimas do assalto na república, os ladrões invadiram a casa, as renderam e realizaram tortura psicológica, como apontar as armas, engatilhá-las e girar o tambor contendo projéteis.

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