Piora índice de mortalidade infantil na região

A maioria das cidades da região de Rio Preto registrou aumento no índice de mortalidade infantil. Entre os sete municípios com mais de 50 mil habitantes, apenas Votuporanga apresentou melhora no ranking. Nos outros seis – Barretos, Catanduva, Rio Preto, Olímpia, Fernandópolis, Mirassol – houve piora.

Os dados, divulgados ontem pela fundação Seade, mostram que Barretos teve o pior desempenho da região, com 13,5 bebês mortos para cada grupo de mil nascidos vivos. Em 2011, a cidade apresentou o melhor índice do Estado, quando a taxa registrada foi de 6,9. O índice de 2012 também está acima da média do Estado que é de 11,5.

Catanduva também está com índice de mortalidade acima da média do Estado. Neste ano, a cidade apresentou 12,7 mortes para cada mil nascidos vivos, enquanto que em 2011, a taxa era de 6,9. A única cidade da região que melhorou no combate à morte de crianças com até um ano de idade foi Votuporanga, de 13,5 para 3,7.

As sete cidades, no entanto, estão acima do índice de mortalidade infantil preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 14 mortes a cada mil nascidos vivos. Em Rio Preto, a queda foi de 0,5, considerada baixa pela coordenadora do programa da saúde da criança e do adolescente do município, Andrea Zoccal Mingoti.

“Caímos pouco no ranking, mas precisamos sempre melhorar a nossa atuação. Acredito que o aumento do número de casos de sífilis congênita registrado no ano passado tenha contribuído para esse aumento. O uso de drogas e a falta de cuidados básicos nas relações sexuais são os principais fatores para a proliferação da doença que causa má-formação no feto e em muitos casos a morte”, afirma.

Outro lado

A Secretaria de Saúde de Barretos creditou a queda no ranking à crise financeira pela qual tem passado a Santa Casa da cidade. De acordo com a nota, o Pronto-Socorro Infantil, especializado no atendimento de crianças, chegou a ser fechado no ano passado devido à dívida da instituição. “Isso reduziu em muito o número de leitos da UTI Neo Natal (de 15 para 6) na cidade”, afirma a nota.

Para voltar a funcionar, a Prefeitura assumiu a gestão da Santa Casa, e o PS Infantil foi reaberto. A intenção, de acordo com a secretaria, é que até o início de 2014, a unidade volte a ter os 15 leitos de UTI Neo-Natal.

Sem explicação

Em Catanduva, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde não explicou o motivo da queda no índice. Em nota, o município afirma apenas que mantém o Comitê de Mortalidade Infantil, que investiga as causas de morte.

Outro instrumento de combate à mortalidade é o Ambulatório de Baixo Peso, onde os bebês com menos de 2,5 quilos são acompanhados. Além disso o município faz o acompanhamento das crianças até dois anos de idade e o pré-natal das gestantes.

Leite materno, arma eficaz e barata

O Banco de Leite Humano mantido pela Prefeitura de Rio Preto, em parceria com a Unimed, Rotary Club e Corpo de Bombeiros, é um dos principais aliados no combate à mortalidade infantil na cidade. O Banco atende bebês prematuros, que estão internados em UTI Neo-Natal, que têm dificuldade de mamar no seio da mãe e filhos de mulheres portadoras de HIV.

De acordo com a pediatra do Banco de Leite, Tania Perinazzo, a amamentação é muito importante para todas as crianças e deve ser a alimentação exclusiva até os seis meses de idade. “Não existe no mundo um alimento mais completo do que o leite materno para os bebês. A amamentação é recomendada para todas as crianças até dois anos ou mais. Não há limite para o aleitamento”, afirma a pediatra.

Outras ações da Prefeitura, como os exames pré-natais, tanto para a mulher como para o homem, também são importantes no combate à redução da taxa de mortalidade infantil. De acordo com a pediatra coordenadora do programa de saúde infantil da cidade, Andrea Zoccal Mingoti, o pré-natal é uma das melhores armas contra a mortalidade infantil. “Através dele é possível perceber se o bebê ou a mãe estão com algum problema de saúde e tratar a tempo, antes do parto”, explica Andrea.

A médica diz ainda que a maioria dos casos de morte entre crianças em Rio Preto está relacionada à prematuridade, má-formação congênita incompatíveis com a vida e, por último, problemas na hora do parto.

 

Victor Augusto – Diário da Região

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password