Pilares ‘invadem’ acostamento na BR-153

A construção de um viaduto na BR-153 tem irritado motoristas que trafegam pela rodovia: pilares e muretas de concreto da obra estão invadindo o acostamento, aumentando os riscos de acidentes. Especialista aponta que o espaço entre a construção e o acostamento deve ser de três metros. O viaduto fica ao lado da Represa Municipal e vai interligar as avenidas Sabino Cardoso Filho e Nadima Damha. A obra começou a ser feita durante a duplicação da rodovia Transbrasiliana BR-153.

Mas, se por um lado vai facilitar o acesso em trecho da cidade, por outro vai obrigar os motoristas a redobrarem a atenção nos acessos da rodovia, que já acumula grande número de acidentes. Nos dois sentidos os pilares do viaduto ocupam praticamente metade do acostamento. Se, por exemplo, o motorista quiser entrar na rodovia pela avenida Nadima Damha, sentido Rio Preto a Bady Bassitt, e logo depois entrar na alça de acesso ao bairro Vila Elvira, terá de redobrar a atenção, já que o espaço diminuiu.

Quem passa diariamente pelo local critica e aponta mau planejamento. O almoxarife Matheus Moreira, 29 anos, passa pelo trecho quatro vezes ao dia. “A obra na BR-153, que está invadindo a rodovia, gera congestionamentos, principalmente nos horários de picos e está causando acidentes. Durante o período noturno não há nenhuma sinalização”, disse.

Lucas Lopes de Almeida, 21 anos, acredita que falta fiscalização dos órgãos competentes. “A Prefeitura e os órgãos que disponibilizam os recursos deveriam auditar ou fiscalizar melhor essas obras. Depois que ficar pronta o trabalho para resolver o problema vai ser muito maior, isso se for possível resolver um situação dessas”, afirmou.

Recuo de três metros

O engenheiro Amaury Hernandes afirma que o ideal seria que os pilares ficassem a uma distância de pelo menos três metros fora da pista. Essas, segundo ele, seria a distância segura. “Acredito que tenham feito isso para diminuir o tamanho do vão central e diminuir os custos, mas dava para fazer os pilares mais afastados. Para não causar perigo, esses pilares deverão ser protegidos por um guard rail, para evitar colisão”, disse o engenheiro.

A reportagem procurou os representantes do consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Bandeirantes, Encalso, Coplan e Astec, mas eles não foram encontrados. O consórcio é responsável pela duplicação do quilômetro 54,3 – próximo ao distrito de Talhado até o quilômetro 72,1 antes do trecho que dá acesso ao trevo de Bady Bassitt. A obra, orçada em R$ 186,9 milhões, é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Elton Rodrigues/Diário da Região

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