A Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) deflagrou uma nova fase de combate às fraudes fiscais estruturadas, alcançando 32 novos alvos com medidas de indisponibilidade de bens que somam R$ 10,8 bilhões. A ofensiva judicial atinge pessoas físicas e jurídicas, incluindo fundos de investimento e empresas do mercado financeiro suspeitos de integrar mecanismos complexos de blindagem e ocultação patrimonial para evitar o pagamento de débitos tributários.
A medida é um desdobramento das investigações da Operação Carbono Oculto, que revelou o uso articulado de estruturas do mercado financeiro para afastar patrimônios da cobrança da dívida ativa estadual. Segundo o órgão, o esquema utilizava uma rede de administradores de recursos, gestores, instituições financeiras e empresas de fachada para fragmentar a posse dos ativos e esconder os reais beneficiários dos recursos, criando uma aparente independência entre entidades controladas por um mesmo grupo econômico.
Com a nova ação, a PGE-SP busca aperfeiçoar a estratégia de recuperação de créditos ao investigar a fundo as arquiteturas financeiras criadas para lesar os cofres públicos. Deflagrada em agosto de 2025, a Operação Carbono Oculto mobilizou mais de 1,4 mil agentes em uma força-tarefa entre Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público paulista e Governo do Estado para desmantelar um esquema no setor de combustíveis que envolveu adulteração de produtos, empresas de fachada e sonegação fiscal estimada em mais de R$ 7,6 bilhões.














