PF prende dois por tráfico internacional

A Polícia Federal de Uberaba deflagrou ontem a operação denominada “Krull”, para desarticular uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas. O líder da organização criminosa era morador de Iturama, no Triângulo Mineiro e , segundo as investigação, se passava por pecuarista.

De acordo com a Polícia Federal, a ação contou com cerca de 100 policiais que cumpriram 16 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

A organização criminosa era investigada há um ano e meio pela Delegacia de Polícia Federal em Uberaba e tinha como líder um dos principais fornecedores de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O traficante é um homem de 45 anos radicado em Iturama – de onde, segundo a Polícia Federal, articulava todos os movimentos do grupo. Atualmente, o traficante cumpria pena em regime semiaberto em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Segundo o delegado responsável pela operação, André Gebrim Vieira da Silva, durante a investigação foi calculada a movimentação de, aproximadamente, uma tonelada mensal de pasta base de cocaína, o que equivale a um faturamento em torno de R$ 14 milhões mensais. “A quadrilha utilizava aeronaves próprias para fazer o transporte da droga. Além disso, a quadrilha usava áreas rurais do Triângulo Mineiro para receber parte do material que vinha do exterior”, disse, durante entrevista à imprensa, em Uberaba.

Ainda segundo a polícia, outro membro com papel importante na organização criminosa ficou conhecido pelo envolvimento no furto ao Banco Central de Fortaleza em 2005, considerado o maior roubo da história do país. Atualmente, ele controlava o tráfico de drogas na segunda maior favela de São Paulo.

O líder da quadrilha está preso em Contagem, na região metropolitana Belo Horizonte. Já o outro homem, que responde em liberdade pelo furto ao Banco Central de Fortaleza, foi preso na última segunda-feira, em Santana de Parnaíba (SP).

Atuação da quadrilha

A quadrilha comprava a cocaína na Bolívia e trazia para o Brasil em aeronaves, usando pistas de pouso localizadas na divisa entre Minas Gerais e Goiás, ou por terra, entrando no Brasil pela cidade de Corumbá (MS).

Conforme as investigações, a droga era armazenada e transportada posteriormente em veículos com compartimentos ocultos até os compradores finais em São Paulo e Rio de Janeiro.

O pagamento era feito por envio ou coleta de dinheiro, em reais ou dólares, depósitos em contas bancárias próprias ou de terceiros, ou, ainda, por remessa de dólares por meio de casas de câmbio.

Durante a investigação da Polícia Federal, foram presas em flagrante 16 pessoas e apreendidos 721 quilos de cocaína, um caminhão, R$ 400 mil e US$ 400 mil.

Os suspeitos presos durante a ação poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa, que podem resultar em até 23 anos de prisão. (Colaborou Nathália Brunini)

Da Redação

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