PF mapeia bens de suspeitos de usar loteamento para lavagem de dinheiro

Condomínio de Tanabi (SP) teve investimento de mais de R$ 120 mil. Caso foi descoberto após operação que prendeu mais de 20 suspeitos.

A Polícia Federal (PF) de São José do Rio Preto (SP) começa nesta segunda-feira (1º) a identificar e mapear os bens dos envolvidos na compra de imóveis na região noroeste paulista  e suspeitos de integrar uma facção criminosa do Rio de Janeiro investigada por lavagem de dinheiro. Um dos terrenos envolvidos no esquema seria um condomínio de casas em Tanabi (SP), com um investimento calculado em mais de R$ 120 mil.

A Polícia Federal  vai pedir o bloqueio do loteamento. Caso o pedido seja aceito, o empreendimento terá que ser desocupado pelas famílias que já moram no local. Além da área, outros 25 imóveis, entre eles uma empresa de cerâmica de Panorama (SP), estariam sendo usados pelo bando.

Ainda não há informações o valor dos bens dos investigados. “Vamos pedir o bloqueio desses bens e esperamos que ao longo da investigação, com provas, essas pessoas sejam condenadas por lavagem de dinheiro e esse patrimônio venha a ser perdido em benefício da União, que poderá ser utilizado em benefício de ações sociais”, afirma o delegado da Polícia Federal José Eduardo Pereira de Paulo.

O caso foi descoberto após uma operação na sexta-feira (29) que prendeu mais de 20 suspeitos. Segundo as investigações, o esquema no interior paulista envolve pelo menos quatro pessoas e aponta que o loteamento em Tanabi – usado pela quadrilha para lavar dinheiro do tráfico internacional de armas e drogas – fica no Jardim Centenário e foi adquirido por Rogério Góes dos Santos, considerado o líder um grupo preso durante uma operação em março de 2014.

Na época, além de armas, mais de 320 quilos de cocaína e uma tonelada e meia de maconha foram apreendidas durante a operação. “Terminando a operação do tráfico, começa a apuração de patrimônio e levantou muitos bens em nome do traficante”, diz o delegado André Luiz Kodjaoglanian.

A negociação aconteceu com um empreendedor de Promissão (SP). “Eles trocavam imóveis, adquiriam imóveis e prosseguiam nas atividades imobiliárias junto ao tráfico de drogas. A nossa pretensão na Polícia Federal é fazer com que esses bens sejam bloqueados e perdidos para a União”, afirmou o delegado no dia da operação.

O conjunto residencial está registrado em nome de Mauro William Rodrigues, um morador deCatanduva (SP), considerado pela polícia como o quarto envolvido e que será indiciado pelo esquema de lavagem de dinheiro. Em depoimento a polícia, ele afirmou que comprou o empreendimento por R$ 60 mil. “O homem trabalha como calheiro e tem renda de R$ 2 mil. Questionamos como o traficante gasta R$ 120 mil para acabar a obra e vende a R$ 60 mil para ele”, ressalta o delegado. G1

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