“Personalidade violenta” de Adriano é citada por juiz

Segundo juiz, Adriano mostrou ser uma pessoa “extremamente nociva ao ambiente social”

Foi tornado público, oficialmente na data de ontem, o teor da sentença do juiz de Direito, Reinaldo Moura, sobre o latrocínio do jornalista Hélton Souza, morto em fevereiro em Valentim Gentil. O réu, Adriano Santos Oliveira, foi condenado a 20 anos de prisão sem direito a responder pelo crime em liberdade. No trecho da sentença, divulgada no Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz relata o assassino confesso como alguém de “personalidade violenta”, que agiu com crueldade e que não pode ficar solto na sociedade.

O juiz escreveu em sua sentença que o assassino de Hélton mostrou-se uma pessoa “extremamente nociva ao ambiente social, devendo ser segregado, aguardando julgamento de eventual recurso. Considerando o grau de crueldade com que praticou o crime, não há razão legal para que responda solto, sob pena de deixar a sociedade vulnerável a novas investidas, pois nada garante que, solto, não volte a delinquir”.

Foi definido que Adriano cumprirá a pena em Riolândia mesmo, na penitenciária. Ele pegou 20 anos de reclusão e pagamento de 10 dias-multa, no valor unitário mínimo de 1/30 avos do maior salário mínimo vigente. Segundo a sentença, esse tipo de condenação não autoriza regime mais brando, justificando a imposição de regime mais severo, pela gravidade do crime em questão.

“Trata-se de crime de roubo, seguido de morte, situação reveladora da personalidade violenta do denunciado. O regime prisional fechado é o adequado ao autor do roubo, porque é delito grave, revelador da periculosidade daquele que o comete, exigindo-se uma resposta penal rigorosa, não só pela quantidade de pena, mas também pela ótica de sua qualidade, atendendo-se à determinação legal de que a reprimenda deve mostrar-se necessária e suficiente à reprovação e prevenção do delito cometido”, definiu Reinaldo Moura.

Além de Adriano, também foi julgada a mulher dele, Vanessa Jaqueline dos Santos, que foi apontada pelo Ministério Público como cúmplice. Na sentença também consta o que já foi divulgado anteriormente pela imprensa, ou seja, que ela foi inocentada. Na última sexta-feira (17), parentes receberam um telefonema da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, dizendo que a moça estava livre e que eles poderiam ir buscá-la. Jociano Garofolo/A Cidade

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