Perito presta depoimento na Polícia Federal sobre tragédia com trem

Perito da ANTT disse que velocidade do trem causou descarrilamento. ALL negou que a velocidade causou o acidente em Rio Preto (SP).

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), afirmou, mais uma vez, nesta quinta-feira (16) que a velocidade do trem que descarrilou em São José do Rio Preto (SP) em novembro foi a maior responsável pela tragédia. O perito da ANTT foi ouvido nesta quinta pela Polícia Federal em Rio Preto.

O perito Nelson Marino chegou sozinho à sede da Polícia Federal e prestou depoimento a portas fechadas. Segundo o delegado que cuida do caso, José Eduardo Pereira, o representante da ANTT reafirmou que a perícia técnica constatou o excesso de velocidade como causador do acidente, e que a ALL descumpriu a determinação de reduzir a velocidade da composição durante a travessia do perímetro urbano.

Marino disse que a depressão no solo causada por água de chuva também contribuiu para a tragédia, mas que a ANTT havia notificado a ALL sobre o colapso e recomendado a recuperação do local. A ALL, América Latina Logística, é a concessionária responsável pela linha férrea no trecho que passa pelo noroeste paulista.

O delegado agora vai intimar a diretoria executiva da ALL para depor. A polícia também aponta a prefeitura de Rio Preto por omissão por não fazer a drenagem do terreno já que ela também foi notificada pela ANTT.

A prefeitura disse que já deu todas as informações necessárias à Polícia Federal. A ALL negou mais uma vez que a velocidade do trem tenha sido a causadora do acidente, “e sim a um colapso imprevisível do solo”. Em nota, a empresa disse também que a ANTT não notificou a concessionária sobre as condições do terreno.

Relembre o caso
Nove composições carregadas com milho descarrilaram por volta das 17h do domingo, 24 de novembro, no Jardim Conceição, em Rio Preto, atingindo duas casas e afetando outras duas. Foram confirmadas oito mortes, entre os mortos duas crianças (de 2 e 6 anos), quatro mulheres e dois homens.

Outras sete pessoas foram socorridas pelas equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhadas para o Hospital de Base e a Santa Casa da cidade.

Em nota ao G1 na época, a ALL disse que  “a concessionária responsável pela operação no trecho lamenta profundamente a fatalidade ocorrida e se solidariza às famílias e vitimas, a quem dará todo suporte e apoio.

Por meio do centro que controla remotamente, via satélite, toda a operação, a empresa confirmou que a composição transitava dentro dos limites de velocidade do trecho. As causas do acidente serão investigadas por meio de sindicância”. G1

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